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SÃO PAULO – De acordo com o presidente da Bradesco Vida e Previdência, Marco Antônio Rossi, o plano de previdência privada direcionado para o pagamento de despesas com saúde deve ser comercializado já em 2009. “A idéia é que ele possa ser oferecido no ano que vem. É um produto em que acreditamos muito”, afirmou Rossi, durante o III Fórum da Longevidade, realizado nesta terça-feira (2).
O plano de previdência direcionado à saúde está sendo estudado pela Fenaprevi (Federação Nacional da Previdência Privada e Vida) e deve funcionar como um VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A pessoa pode sacar o dinheiro da carteira sem incidência de tributação, inclusive do IR (Imposto de Renda), desde que o montante seja destinado a despesas com saúde. “Agora, se não usar para a saúde, tem tributação”, afirmou Rossi.
Foco nas empresas
De acordo com o presidente da Bradesco Vida e Previdência, existe um “gap” nos programas das empresas, quanto à previdência privada e os seguros oferecidos por elas. Quando a pessoa deixa a companhia, passa a não contar mais com a proteção. A idéia, por sua vez, é ter um produto em que o colaborador possa, quando sair da empresa, contar com ele.
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“Hoje, com novas tecnologias, o custo da saúde tem aumentado. Este [VGBL Saúde] é uma reserva para custear as despesas médicas”, afirmou Rossi, que ainda completou dizendo que o novo produto será uma forma de aliviar a demanda para o SUS (Sistema Único de Saúde), uma vez que o público principal será o trabalhador do chão das fábricas, ou de menor poder aquisitivo.
Conforme explicou Rossi, o VGBL Saúde poderia ser oferecido para pessoas físicas, mas o grande apelo inicial será para planos empresariais.
Gastos com saúde
O presidente da Bradesco Vida e Previdência indicou pesquisas que mostraram que, nos últimos quatro anos de vida, os brasileiros gastam metade do que gastaram com a saúde na vida inteira. “É um contexto em que acumular se torna importante”, ponderou.