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SÃO PAULO – Em meio às expectativas de regulação no setor de cartões de crédito, que andaram assustando os investidores, as ações da Cielo (CIEL3) vêm registrando queda de 7,22% no acumulado da semana. Apesar do maior pessimismo em meio à possível intervenção do governo, o banco Safra acredita que as ações já precificam esta expectativa.
Com isso, os analistas Francisco Kops e Franscisco Ferraz elevaram a recomendação para os papéis CIEL3 de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado), devido ao seu valuation mais atrativo e por elas oferecerem baixo risco de desvalorização no patamar atual. Já o preço-alvo para 2013 segue em R$ 66,70 – o que configura um potencial de valorização de 22,16% em relação ao fechamento desta quinta-feira (27).
Impacto não será significativo
Em meio às perspectivas de intervenção governamental, os analistas fizeram testes de estresse com base em estimativas de perdas de receitas para a companhia. Os analistas concluíram que, mesmo havendo possíveis impactos indiretos negativos, eles são limitados. Considerando o pior cenário hipotético para a Cielo, os analistas encontraram um impacto negativo de 12,6% sobre o lucro líquido para 2013.
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Como as ações da Cielo vêm registrando forte queda na última semana, a conclusão é que o atual preço das ações oferece risco limitado de desvalorização. Para eles, o aumento na tarifa seria uma tarefa complexa de ser realizada, uma vez que que as decisões são tomadas pelas bandeiras de cartões, demandando um alto nível de coordenação e lobby por parte dos outros bancos.
Entretanto, apontam, mesmo se houver confirmação deste cenário, um aumento na tarifa interbancária teria impacto limitado para a Cielo, já que a empresa conseguiria repassar parte deste aumento para os varejistas – através de uma cobrança maior da taxa de desconto líquido sobre MDR (Merchant Discount Rate – taxa cobrada dos estabelecimentos comerciais por cada operação realizada).
Para os analistas, a redução na modalidade de pagamento de sete a doze parcelas teria o maior impacto negativo para a companhia. As receitas de pré-pagamentos também seriam afetadas, mas não muito siginificativamente, assim como uma provável redução no número de parcelas feitas pelo mercado.
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Em relação a este último problema, os analistas realizaram um teste em que as receitas de pré-pagamentos da Cielo, decorrente de transações de crédito com parcelamentos, fosse reduzida pela metade. Como resultado, o lucro líquido da companhia cairia 4,1%, o que, na visão nos analsitas, não é um número muito significativo.
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