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SÃO PAULO – No início de julho a Superintendência de Seguros Privados (Susep) aumentou as estimativas de crescimento para o setor em 2002 para 15,8%, o que previa receitas de cerca de R$ 22,3 bilhões. Passado menos de um mês desde esta revisão a Susep volta a rever suas projeções, que agora estima crescimento de 17,9% para um total de receitas de R$ 22,7 bilhões.
Contudo, este crescimento não inclui os dados relativos ao ramo de seguro-saúde, que atualmente é o segundo maior em termos de vendas no país, com prêmios na ordem de R$ 5 bilhões.
Vida e incêndio impulsionam crescimento
Dentre os fatores que contribuem para o aumento das projeções de crescimento do setor está o bom desempenho dos novos seguros resgatáveis, os VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), assim como do setor de seguro incêndio. Somente nos primeiros seis meses do ano o crescimento do setor de seguros como um todo foi de 15,04%, sendo que as taxas de crescimento dos seguros de vida e de incêndio ficaram em 32% e 44%, respectivamente.
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Desta forma, ao final de 2002, as receitas com seguro automóvel, que se mantém como a maior modalidade de seguro no país, devem alcançar R$ 8,383 bilhões, uma queda em relação as projeções anteriores. De acordo com a Susep as receitas mensais com seguros de carros variam entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões, mas em junho registraram forte retração, pois se trata do segmento mais sensível à situação da economia, respondendo rapidamente a mudanças nas projeções de crescimento.
Em segundo lugar devem ficar os seguros de vida atingindo vendas de R$ 6,2 bilhões, já incluídos as receitas com os novos VGBLs, lançados em março deste ano. Em seguida devem vir os seguros incêndios com receita de R$ 1,8 bilhão, dos seguros de acidentes pessoais (R$ 892 milhões), dos seguros transportes (R$ 616 milhões) e dos seguros de riscos diversos (R$ 436 milhões). A soma total das receitas das demais modalidades de seguros deve alcançar R$ 2,480 bilhões.