Vendas a prazo caíram com alta da Selic

De acordo com dados da ACSP, consumidores fugiram dos crediários e optaram pelos pagamentos à vista ou no cheque pré-datado

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SÃO PAULO – A elevação da taxa de juros básica da economia em 2002 afetou o volume de vendas no crediário. A taxa que estava em 15,25% ao ano em janeiro, encerrou o mês de dezembro em 25% ao ano. Somente no período entre outubro e dezembro a taxa foi elevada em sete pontos percentuais.

Alta da Selic prejudicou vendas a prazo

Segundo levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas a prazo, medidas pelo volume de consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC), recuaram 0,3% em 2002 frente ao resultado do ano anterior.

A expectativa da ACSP no início do ano apontava alta de 2% ns vendas no crediário, o que não se confirmou no final do ano. Em dezembro, as vendas caíram cerca de 1,8%, mesmo com o feriado do Natal.

Consumidores optaram pelo pagamento à vista em 2002

Por outro lado, as vendas à vista, medidas pelo volume de consultas ao UseCheque, apontaram crescimento em 2002 e atingiram 5,5% no ano. Somente no Natal, as vendas à vista registraram aumento de 1,1%. Os consumidores optaram pelo pagamento à vista ou através do cheque pré-datado, evitando assumir compromissos financeiros.

Nesse sentido, de acordo com os resultados do SCPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e do UseCheque, o varejo teve crescimento médio de 2,6% no ano passado, em linha com as estimativas da Associação e compatível também com a performance do PIB (Produto Interno Bruto) no mesmo período. O PIB deve ter registrado expansão de 1,5% em 2002.