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SÃO PAULO – Depois da compra da Amil (AMIL3) pela UnitedHealth Group, o Bank of America Merryll Lynch avalia que a operação tem impacto positivo para o setor de saúde, pois sugere fundamentos fortes e perspectivas de sólida evolução para as empresas.
Na segunda-feira (8), a UHG anunciou que comprou 90% da Amil por cerca de US$ 4,9 bilhões. Pela análise do banco, apesar de o crescimento do setor ter arrefecido neste ano – influenciado pelo resfriamento da economia – deverá se recuperar no próximo ano, alinhado à evolução esperada para os mercados a partir de 2013. A expectativa é que o setor de saúde cresça 4,25% no ano que vem, ante 1,7% neste ano.
Dasa: Conflito de interesse?
O fundador da Amil, Edson Bueno, detém 23% da Dasa (DASA3). Após a venda da Amil, as ações da Dasa dispararam, sugerindo que investidores estão otimistas que isso poderá ser positivo para a companhia – já que eles podem utilizar a quantia para investir na Dasa, o que seria conflito de interesse, segundo ressalta o BofA.
Odontoprev pode ganhar mais mercado
Para o BofA, a operação pode ser positiva para a companhia. Segundo a equipe de analistas, a Amil estava empenhada em conquistar maior fatia de mercado no segmento dentário. A UHG, contudo, deverá ser menor agressiva na aplicação de preços de planos, melhorando o cenário para a Odontoprev (ODPV3).
Impacto neutro para Qualicorp
A venda da Amil terá impacto neutro para a Qualicorp (QUAL3) por enquanto, na visão da instituição. Eles esperam que a UHG mantenha parceria com a Qualicorp na afinidade do segmento. No longo prazo, no entanto, a dferenciação dos serviços da Qualicorp, como TI em saúde e custos de gestão podem deixar o panorama mais competitivo para a Qualicorp. Esses novo ambiente, porém, ainda não está embutido no preço da ação.