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SÃO PAULO – As varejistas seguem animadas com o bom desempenho das vendas de Final de Ano, período caracterizado pelo aumento expressivo no volume de vendas. O pagamento da primeira parcela do décimo terceiro no final de novembro e a liberação de recursos do FGTS também contribui para este resultado.
Consumidores preferem cartões de crédito
De acordo com os dados da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio), 36% das compras efetuadas na segunda semana de dezembro foram feitas através do cartão de crédito, sinalizando uma mudança na utilização dos meios de pagamento dos consumidores.
Na primeira semana de dezembro, 40% das compras haviam sido feitas com cartão de crédito, mostrando que muitos consumidores correram às compras aproveitando o pagamento do décimo terceiro salário. Na média, apenas 18% das compras são realizadas com cartão de crédito.
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Risco de inadimplência é menor
Para os lojistas, as compras através do cartão de crédito acabam reduzindo o risco de inadimplência, já que a administradora do cartão se responsabiliza pelo pagamento, embora cobre uma taxa de juros bem alta do cliente no caso de não – pagamento. Além disso, as transações são feitas em tempo real.
Por outro lado, o cartão oferece ao consumidor a vantagem de parcelar as compras em até seis vezes sem juros, cobrando apenas uma taxa de anuidade. Diante do aumento das tarifas e da imposição de maiores restrições na emissão de cheques em função do SPB (Sistema de Pagamento Brasileiro), o cartão de crédito acaba sendo uma alternativa de pagamento mais barata em relação aos cheques.
Vendas no varejo sinalizam recuperação
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As estimativas do comércio apontam a injeção de aproximadamente R$ 30 bilhões na economia proveniente do décimo terceiro e R$ 14 bilhões dos expurgos do FGTS referentes aos Planos Collor e Verão. Nesse sentido, as vendas do varejo cresceram, em termos reais, 5,2% nessa segunda semana de dezembro em relação ao mesmo período do ano passado, porém abaixo do resultado da primeira semana, quando as vendas haviam apresentado aumento de 6,4%.
Para o final do ano, a estimativa é de aumento de 3,5%, valor ainda insuficiente para compensar a queda de 10,2% nas vendas de Natal de 2001. O segmento de bens semiduráveis apresentou crescimento de 7,1% na segunda semana em relação ao mesmo período de 2001. Em dezembro de 2001, esse segmento registrou queda de 21,6% nas vendas.
Enquanto isso, as vendas de produtos duráveis, como os eletrodomésticos, por exemplo, apresentaram aumento de 4,6% na segunda semana de dezembro.