Uso indevido da internet custa US$ 85 bilhões às empresas nos EUA

Funcionários gastariam 8,3 horas por semana na web para assuntos pessoais, prejudicando produtividade da empresa

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SÃO PAULO – O uso indevido da internet custa caro às empresas. Tanto é que no Brasil já é possível demitir um funcionário por justa causa, se ficar comprovado que usou a internet para fins indevidos. Em um mundo onde informação é cada vez mais essencial, o uso da internet passou a ser fundamental no exercício da maioria das atividades profissionais. Desta forma, o grande problema das empresas é como impor limites para que não ocorram abusos.

Estudo estima perdas de US$ 85 bilhões

No que se refere ao uso da internet, os EUA estão muito à frente dos demais países. Exatamente por isto, as perdas com produtividade no uso da internet são maiores do que se pode esperar em países como o Brasil, mas ainda assim serve como um bom indicativo do quanto o uso indevido da internet pode comprometer a produtividade das empresas.

Segundo estudo da consultoria junto a seus clientes, as perdas em produtividade das empresas norte-americanas atinge cerca de US$ 85 bilhões ao ano. Com base em dados da Garrtner Dataquest, cerca de 70 milhões de empregados norte-americanos usam a internet durante o trabalho. Quanto maiores os recursos da web, maior a intensidade do seu uso, e conseqüentemente maiores as perdas para as empresas.

Uso da internet chegaria a 8,3 horas por semana

Os próprios funcionários estimam que gastam cerca de uma hora e meia por semana navegando em sites não relacionados a sua atividade profissional. Para obter a estimativa das perdas financeiras em produtividade por parte das empresas a consultoria se baseou no salário médio dos norte-americanos.

Por outro lado, os empregadores são bem mais pessimistas no que refere ao uso indevido da internet, estimando que os funcionários passem em média 8,3 horas por semana ou cerca de 1,7 hora por dia ma internet por razões alheias a sua atividade profissional. Ao invés de usar a internet para aumentar a eficiência e, conseqüentemente, a produtividade da empresa, os funcionários estariam fazendo exatamente o inverso, gastando seu tempo ouvindo rádio online, ou fazendo compras em lojas virtuais.

Diante deste tipo de abuso, muitas empresas já começam a rever a liberação de acesso da internet aos seus funcionários, até porque implicam em gastos adicionais de infra-estrutura, como custo de banda larga, etc. Na opinião do presidente do Instituto Nacional dos Direitos do Trabalho, Lewis Maltby, diante da crise econômica que afeta o país desde final de 2001, é provável que muitas empresas optem pela suspensão do acesso à web por completo para alguns dos seus funcionários.