Uso de comunicadores instantâneos cresce 150% ao ano

De acordo com pesquisas, 80% dos funcionários gastam cerca de 10% do expediente em algum tipo de navegação pessoal

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SÃO PAULO – O uso de mensagem instantânea no trabalho (Instant Messaging – IM) cresce à média de 150% ao ano e já entra na realidade das empresas.

Dos 25 milhões de usuários espalhados pelo Brasil, grande parte se valeria dessa ferramenta no ambiente de trabalho, informa o Ibope/NetRatings.

68% usam ferramenta no horário de trabalho

Bastante usadas pelas empresas para comunicação com outras companhias e como alternativa às reuniões, as mensagens instantâneas também aparecem na lista dos recursos utilizados pelos funcionários para resolverem problemas pessoais.

Segundo o estudo Web@Work América Latina, divulgado recentemente pela Websense, entre os entrevistados, 68% confirmaram que usam a ferramenta no horário de trabalho. Destes, 36% usam para complemento das tarefas, 19% para fins pessoais e 14% para ambos.

Segundo o levantamento, 43% das companhias aprovam o uso dos comunicadores. Em contrapartida, segundo Duval Costa, diretor técnico da CLM Software, apenas 25% das companhias têm uma política de uso do IM.

Uso controlado

Para Duval Costa, o uso da ferramenta pode ser permitido, mas precisa ser controlado. Para isso, é preciso manter um servidor próprio para IM, evitar o uso de servidores públicos, além de criptografar (proteger um arquivo para que as informações não sejam lidas até serem decodificadas) e gerar relatórios sobre quem usou, quando usou, com quem falou e o que falou. Ele também recomenda controlar quem pode ou não utilizar os programas de mensagem instantânea.

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Funcionários na rede

Pesquisas revelam que 80% dos funcionários gastam cerca de 10% do expediente em algum tipo de navegação pessoal. Isso significaria algo em torno de 4,7 horas semanais.

Entre todos os trabalhadores com acesso à internet, 74% acessam sites de notícias, 56% páginas financeiras, como Internet Banking, e investimento e 32% visitam sites de comércio eletrônico. Outro dado curioso: 64% dos brasileiros preferem trocar o café matinal para navegar na internet.