Uso de cheques recua, mas ainda são compensados mais de 100 milhões por semestre

Em 1995 eram compensados 3,3 bilhões de cheques por ano; canais digitais hoje são responsáveis por 70% das operações bancárias no Brasil

Equipe InfoMoney

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A criação do Pix e o avanço dos meios de pagamento digitais, como o internet e o mobile banking, têm contribuído para o recuo na utilização do cheque no Brasil, mas ainda são compensados mais de 100 milhões de documentos por semestre (mais de 17 milhões por mês).

Foram 103,9 milhões de cheques compensados no primeiro semestre deste ano, uma redução de 13,8% em relação aos 120,6 milhões do mesmo período de 2021, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em todo o ano passado foram 218,9 milhões.

Apesar do número expressivo, ele representa uma forte queda de 93,4% na comparação com os 3,3 bilhões de cheques compensados em 1995, início da série histórica do Compe (Serviço de Compensação de Cheques).

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“O cliente bancário tem deixado cada vez mais de usar cheques e optado por outros meios de pagamento, em especial os canais digitais, que hoje são responsáveis por 70% das operações bancárias no país”, destacou em nota Walter Faria, diretor-adjunto de serviços da Febraban.

O executivo diz que a crescente digitalização foi impulsionada também pelo Pix, lançado pelo Banco Central em novembro de 2020. “Só neste primeiro semestre foram feitas 9,74 bilhões de transações, totalizando R$ 4,66 trilhões”.

R$ 3,2 mil por cheque

A Febraban afirma que, apesar da redução no número dos cheques compensados no semestre, o volume financeiro total dos documentos permaneceu estável: R$ 333,3 bilhões neste ano, contra R$ 333,5 bilhões em 2021 (o que dá uma média de R$ 3,2 mil por cheque).

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“Os números mostram que o valor médio do cheque é mais alto, o que significa que a população está usando este meio de pagamento para transações de maior valor, enquanto as transações menores e do dia a dia são feitas com o Pix”, avalia Faria.

(Com Estadão Conteúdo)