UBS lista ações que ganham e perdem com medidas macroprudenciais

Para analista, setor imobiliário deve ser o menos afetado; por outro lado, Pão de Açúcar e B2W estão expostas

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SÃO PAULO – A pressão inflacionária no País e a continuidade de expectativas elevadas não deixa muitas dúvidas de que o Banco Central terá que atuar de alguma forma para impedir danos ainda maiores para a economia brasileira. Porém, após a última ata do Copom (Comitê de Política Monetária) o mercado passou a considerar a hipótese de que a autoridade monetária combate a inflação via novas medidas macroprudenciais ao invés de estender o ciclo de alta dos juros. Diante desse cenário, o UBS lista as ações que podem perder e as que podem ganhar com essas possíveis medidas.

De acordo com Gustavo Piras Oliveira, analista do banco, essas medidas, que atuam principalmente no canal do crédito, têm um poder de impacto na inflação e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) muito mais rápido do que aumento nos juros.  Com a expectativa pelo anúncio do Copom, o analista destaca que o enfoque dessas medidas, caso realmente ocorram, deve ser no aumento do compulsório e no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), para tentar barrar a entrada maciça de capital estrangeiro no País.

Quem ganha e quem perde?
Na leitura do UBS, se o Banco Central optar pelas macroprudenciais, a demanda poderá recuar rapidamente. Em todo o caso, o analista do banco avalia que as empresas ligadas ao consumo, e mais especificamente ao crédito, são as mais expostas às medidas, podendo sofrer mais. Entre elas, destacam-se Pão de Açúcar (PCAR5) e B2W (BTOW3) como as mais afetadas. Por outro lado, as ações das empresas ligadas ao vestuário estão menos expostas, assim como as imobiliárias. 

Outro setor que veria um grande impacto em suas ações é o bancário, uma vez que os bancos estão muito expostos ao crédito. Oliveira ainda acrescenta que outros setores podem ser impactados, como é o caso das operadoras de cartões. No caso de restrições do uso do cartão de crédito, esse setor seria o mais exposto. 

Proteção no curto prazo
O analista acredita que a AmBev (AMBV4) surge como o nome mais defensivo no consumo. Cetip (CTIP3) e BM&F Bovespa (BVMF3) são listadas como “portos seguros” no setor financeiro.  

O setor menos exposto, na visão do banco, seria o imobiliário, já que não deve haver restrições sobre hipotecas. O nome preferido no segmento é o da MRV Engenharia (MRVE3).