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Governo quer liberar EUA, Canadá, Japão e Austrália de visto para o Brasil

Em um primeiro momento os cidadãos brasileiros não estariam isentos de vistos para esses destinos   

Passaporte - Passagem aérea
(Shutterstock.com)

SÃO PAULO - O governo Bolsonaro está planejando acabar com a necessidade de visto para cidadãos dos EUA, Canadá, Japão e Austrália sem exigir reciprocidade. Isso significa que, em um primeiro momento, os cidadãos brasileiros não estariam isentos de vistos para esses destinos. Esses países são considerados estratégicos pela nova equipe do Planalto. 

Segundo o Ministério do Turismo, o objetivo inicial com a medida é econômico. A entrada de estrangeiros no país pode gerar empregos e consumo no território nacional. “Os americanos, por exemplo, são o segundo maior público aqui no Brasil. Atraindo mais turistas há uma diminuição do déficit da balança”, disse a assessoria de imprensa ao InfoMoney.

Os ministros do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, vão se reunir para discutir sobre o tema em uma reunião ainda sem data e horário confirmados. Mas as chances da proposta ser aprovada são consideráveis.

Antônio disse que já teve conversas com Araújo sobre o assunto, e que ele vê com bons olhos esse caminho de acabar com essa política de reciprocidade, segundo o Estado de S. Paulo. O que indica sinal positivo para a medida se concretizar. 

Vai funcionar?

Por mais que não haja reciprocidade, de fato, há uma expectativa de que, após a liberação unilateral, os países facilitem a entrada de brasileiros - mas não há como garantir isso. 

A balança do Turismo é negativa atualmente. Segundo dados do ministério, os brasileiros gastam US$ 18 bilhões no exterior, enquanto estrangeiros desembolsam apenas US$ 6 bilhões no país.

Em dezembro de 2017, começou a valer no Brasil um sistema totalmente digital de emissão de vistos, que reduziu a burocracia para os turistas desses quatro países.

Entre o pedido, a apresentação de documentos e a liberação, o tempo estimado é de 72 horas. No doze primeiros meses de funcionamento do novo formato, o pedido de entrada no Brasil cresceu 40%.

Segundo dados do Ministério do Turismo, se todos os turistas que solicitaram vistos realmente viajarem para o Brasil, poderá haver uma injeção de US$ 71,5 milhões na economia.

É responsabilidade do Itamaraty definir quais países receberão a isenção completa e quais serão os critérios - entre eles, há uma análise, por exemplo, dos riscos de um fluxo migratório de determinado país para o Brasil.

"Importante ressaltar que o único propósito dessa medida é diminuir a burocracia para admissão de estrangeiros no território nacional. Todos os procedimentos de segurança nos postos de controle da Polícia Federal serão mantidos", disse a assessoria de imprensa do Turismo.

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