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Fragmentos do fóssil de Luzia são encontrados no Museu Nacional

Segundo pesquisadores, 80% das partes do fóssil já foram identificadas e restauração é possível

Crânio da Luzia
(Wikipedia )

SÃO PAULO - A equipe de pesquisa do Museu Nacional anunciou, nesta sexta-feira (19), que encontrou fragmentos do crânio de Luzia nos escombros do incêndio que atingiu o museu no dia 2 de setembro. O crânio era o fóssil humano mais antigo das Américas e uma das principais peças do acervo.

Segundo os pesquisadores, o fóssil está quebrado, mas 80% dos fragmentos já foram identificados. A restauração é possível e depende de verba repassada pelo Governo Federal para reabertura do laboratório do museu, gerido pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O crânio de Luzia foi achado em Lagoa Santa (Minas Gerais), em 1974. Fazia parte da coleção de antropologia do museu. Luzia teria vivido na América há mais de 11 mil anos, após o incêndio, a comunidade científica estava mobilizada em sua busca.

Em entrevista para O Globo, Claudia Rodrigues, profissional da equipe de escavamento da instituição, disse que o fóssil foi encontrado há alguns dias e está em melhores condições do que se imaginava. “É claro que, em virtude do acontecimento, sofreu algumas alterações, tem alguns danos. Mas nós estamos comemorando ”

 

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