Troca de informações sem fio: cuidado com segurança dos dados

Especialista aponta descuidos que podem resultar em invasão da máquina e roubo de informações pela internet

Publicidade

SÃO PAULO – Wireless. Em português, o conhecido sem-fio. A tecnologia, que começa a ganhar espaço entre usuários domésticos e corporativos como troca de informações, ainda é receio de muitos executivos. O motivo? A falta de confiança nos sistemas de segurança.

A dúvida não é infundada. “O problema começa já na instalação do hardware, uma vez que todas as funcionalidades já vêm habilitadas. Muitos usuários, por exemplo, esquecem de trocar as senhas que vêm da fábrica. Assim, permitem que qualquer intruso acesse o manual do equipamento na internet e tome conhecimento dessas senhas”, explicou o gerente de Segurança de Dados da Visanet, Henrique Takaki.

Prioridade e problemas

Segundo pesquisa realizada pelo Gartner no início de 2005, a tecnologia wireless – incluindo segurança corporativa e trabalho remoto – está entre as três prioridades de implantação dos executivos.

Na contramão, pesquisa do Forrester, realizada em junho do ano passado, mostra que o gerenciamento da tecnologia sem fio e a segurança continuam a ser os principais problemas para os gestores de Tecnologia da Informação (TI).

GPS

Conforme Takaki, outro ponto importante a ser levado em consideração diz respeito aos dispositivos GPS instalados no hardware. “Com esse dispositivo habilitado, qualquer pessoa, a uma distância razoável, consegue captar o sinal e identificar quais máquinas estão em quais locais da rede. Isso facilita muito o roubo de dados.”

Ainda segundo o gerente, a atenção não pode ser desviada, em especial por conta do grande número de informações dispostas na rede mundial de computadores. Segundo ele, por exemplo, a internet já tem à disposição o manual de construção de um “bluetooth sniper”, algo como um rifle para roubar, à distância, informações trafegadas por ferramentas sem-fio.