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SÃO PAULO – Os gastos que o governo fará para a realização da Copa do Mundo em 2014 devem ser compensados com a arrecadação de tributos que o evento irá gerar, revelou uma pesquisa realizada pela Ernst & Young, em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas).
Os gastos no Brasil relacionados à Copa devem ser de R$ 29,6 bilhões até 2014, sendo que 42% deste total se refere àquele realizado pelo setor público, o que corresponde a R$ 12,5 bilhões. Por outro lado, a arrecadação também vai ser impactada, com um adicional de R$ 18,13 bilhões que reforçarão os cofres públicos.
Com base nestes dados, o sócio de assessoria da Ernst & Young, José Carlos Pinto, afirmou que o governo também ganhará com o evento, mas que os benefícios só devem ser sentidos se houver sucesso na preparação do evento. Isso porque, quanto mais se demora para realização dos investimentos que precisam ser feitos e quanto menos eficiência, mais caro fica o projeto.
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“Os investimentos têm toda a condição de gerar um retorno para o País e para a sociedade, desde que a gente consiga concretizar esse investimento e que consiga fazer esse investimento considerando a eficiência econômica”, afirmou o sócio da consultoria, dizendo ainda que há prazo suficiente para as obras.
Copa x Economia
A pesquisa mostrou que a Copa terá um efeito multiplicador capaz de quintuplicar os investimentos diretos realizados no País para viabilizar o evento, injetando um total de R$ 142,39 bilhões na economia. Serão criados 3,63 milhões de empregos temporários ao ano e uma renda adicional de R$ 63,48 bilhões.
Mesmo assim, de acordo com o coordenador de Projetos da FGV, Fernando Blumenschein, a Copa não terá efeito sobre a inflação, por conta da demanda mais aquecida. “Os efeitos da inflação podem ocorrer só durante a Copa, mas por um período curto de tempo”, afirmou.
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“Haverá um impacto no endividamento do setor público e, se a gestão macroeconômica não conseguir isso, se a gestão macroeconômica não for bem feita, aumenta um pouco a inflação”, disse o coordenador.
De acordo com Blumenschein, como todo projeto de investimento, o atraso significa aumento de custo. “Um cronograma não cumprido implica custos adicionais e menos eficiência e retorno para toda a sociedade”, disse.