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SÃO PAULO – Para a parcela das famílias que corresponde aos 10% mais pobres do País, os gastos com transporte público correspondem a 13,5% da renda domiciliar. Para as famílias brasileiras de todos os níveis de renda, o mesmo item impacta, em média, 3,4% em sua renda.
Os dados são de uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (4) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
De acordo com o estudo, em 2003, as famílias mais pobres tinham um comprometimento maior na renda com os transportes públicos. Cerca de 15% de sua renda era destinada ao transportes. Já em 2009, houve uma pequena redução, passando para 13,5%.
Entre os 10% mais pobres, cerca de 30% das famílias não gastam com transportes públicos por não conseguirem pagar pelos serviços. Ainda sobre esse grupo, apenas 26% recebem o benefício de vale-transporte, o que “indica a eficácia limitada da política de vale-transporte para atingir os trabalhadores mais pobres, que teoricamente mais precisariam do benefício.”
Em 1992 e 2001, apenas 11% dos 10% mais pobres recebiam algum tipo de auxílio-transporte.