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SÃO PAULO – O trânsito de São Paulo é considerado caótico, estressante e hostil pelos motoristas, segundo um estudo da socióloga Alessandra Olivato.
Como era de se esperar, esse ambiente é palco de muitos acidentes, em sua maioria causados pelo chamado “fator humano”.
Confira abaixo a lista elaborada pelo coordenador da comissão técnica da ABNT, Adauto Martinez Filho, das cinco principais razões que levam os motoristas e se comportarem de maneira inadequada no trânsito.
- Falta de conhecimento: parte das infrações do Código Brasileiro de Trânsito são resultado do descaso dos motoristas nos CFCs (Centros de Formação de Condutores). Muitos motoristas vêem a CNH como mais um documento apenas, quando deveria ser encarada como um diploma.
- Falta de informação: a falta de informação adequada é outro fator. Sinalização incompleta, confusa ou insuficiente induz à infração, o que pode levar a um acidente. O CBT responsabiliza as entidades do Sistema Nacional de Trânsito por isso.
- Condições inadequadas: dirigir estressado ou fatigado, seja por problemas pessoais ou profissionais, deixa o motorista em uma situação de desatenção quanto ao tráfego e à própria condução do veículo, o que facilita a ocorrência das infrações.
- Perfil psicológico incompatível: pessoas muito ansiosas ou muito agressivas não são consideradas aptas para dirigir. Porém, com as deficiências em alguns exames, acontece de elas passarem no teste psicológico e tirarem permissão para dirigir.
- Egoísmo: muitos motoristas colocam seu próprio interesse acima das leis de trânsito. Estar atrasado, cansado ou com pressa são considerados motivos justos para se furar faróis fechados, entrar na contramão etc.
Esse egoísmo, incentivado pela fraca fiscalização, coloca em risco não somente a vida do próprio motorista, mas também a das outras pessoas com quem interage no trânsito.