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SÃO PAULO – De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 14,8% das crianças de 10 a 14 anos residentes nos domicílios que receberam dinheiro de algum programa social do Governo em 2004 trabalhavam. Na faixa etária que vai dos 15 a 17 anos, este percentual sobe para 38,1%.
Entre os moradores dos domicílios que não receberam ajuda do Governo, os índices caem para 7,1% e 27,9%, respectivamente. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (22), fazem parte do suplemento “Acesso a Transferências de Renda de Programas Sociais” da PNAD (Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios) de 2004.
Perfil dos domicílios
Em média, o rendimento mensal dos domicílios que tinham algum morador recebendo ajuda de programas sociais era de R$ 458, o que representa quase a metade do valor recebido pelas pessoas dos domicílios não-ajudados (R$ 880).
A média de moradores dos domicílios que receberam dinheiro do Governo era de 4,8 pessoas, frente à média de 3,3 dos que não receberam. No primeiro grupo, as crianças e adolescentes representavam 48% e os idosos de 60 anos ou mais de idade, 5,0%. Já no segundo, estes percentuais foram de 28,7% e 11,1%, respectivamente.
A proporção de pessoas que se enquadraram como pretas ou pardas foi muito mais elevada na população residente em domicílios onde houve transferência de dinheiro (66,6%) do que nos que não houve (42,8%).
Escolaridade
Nos domicílios que receberam ajuda financeira, 6,7% das pessoas tinham 11 anos ou mais de estudo (ensino médio concluído). Já entre os domicílios não-ajudados, este índice atingiu 31%.
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Considerando as pessoas com 15 anos ou mais de estudo (pelo menos quatro séries de curso superior concluídas) os percentuais foram de 0,3% para o primeiro grupo e de 6,8% para o segundo.
A pesquisa também aponta que a taxa de analfabetismo (população de 10 anos ou mais) era de 18,2% nos domicílios onde havia recebimento de ajuda e de 8,6% nos que não recebiam.
Na faixa etária compreendida entre 7 e 14 anos, 2,9% das pessoas (809 mil crianças e adolescentes) estavam fora da escola. Deste total, 44,74% alegou não estudar por falta de documentação, doença ou incapacidade e outros 32,26% afirmaram não ter vontade própria para fazê-lo.
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Ocupados por faixa etária
Ainda de acordo com o IBGE, 79,1% das pessoas de 30 a 49 anos cujos domicílios recebiam alguma ajuda estavam ocupadas, contra 73,7% das residentes em domicílios não-ajudados.
Entre os indivíduos com 60 anos ou mais de idade, as taxas de ocupação eram de 8,4% para o primeiro grupo e 10,9% para o segundo.
Considerando ainda o grupo de 30 a 49 anos, nos domicílios ajudados, 87,2% dos homens e 54,7% das mulheres trabalhavam, contra 81,7% e 52%, respectivamente, nos domicílios não-ajudados.