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SÃO PAULO – Na análise da inadimplência registrada no ano, de janeiro a julho, foi verificada estabilidade no total de cheques sem fundos devolvidos em relação a igual período de 2003. Nos sete primeiros meses do ano foram devolvidos 15,9 cheques a cada mil compensados, mesmo índice analisado em igual período anterior. Os números foram divulgados pela Serasa nesta quinta-feira (26).
Calote aumenta frente ao mês de junho
Aumentou o número de calotes no cheque no mês de julho em relação a junho. De acordo com pesquisa da Serasa, o volume de cheques devolvidos por falta de fundos cresceu 6,8% no sétimo mês do ano. Enquanto no mês de junho 14,6 cheques eram devolvidos a cada mil compensados, em julho o total de devoluções chegou a 15,6 cheques por grupo de mil.
O fator que mais contribuiu para este aumento diz respeito ao alongamento dos prazos dos cheques pré-datados pelo comércio. Segundo a Serasa, em grande parte dos casos não há metodologia adequada de crédito adotada pelas empresas. Além disto, julho tradicionalmente registra um número maior de calote frente ao mês anterior.
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Queda em um ano
Já a inadimplência medida nos últimos doze meses, isto é, entre julho de 2004 e julho de 2003, apresentou recuo de 14,7% no total de devoluções por insuficiência de fundos. Em julho passado o total de cheques devolvidos chegou a 2,71 milhões, enquanto que no mesmo mês, em 2003, esse total chegou a 3,18 milhões.
Ainda de acordo com o estudo divulgado, em julho de 2003 as devoluções de cheques a cada grupo de mil compensados chegaram a 16,8 cheques, a segunda maior devolução registrada naquele ano. Na comparação com julho de 2004 a queda é de 7,1%.
Para a Serasa, os dados refletem a sinalização da retomada da atividade econômica, como o recuo da taxa de desemprego e aumento da massa salarial decorrentes de reposição de perdas inflacionarias anteriores.
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Aumenta renda disponível para o consumo
A Serasa destacou ainda que os consumidores têm optado pela troca de dívidas mais caras pela contratação de crédito pessoal, aumentando, com isto, a renda disponível para o consumo. As linhas de crédito consignadas em folha de pagamento, por exemplo, merecem destaque pelas menores taxas, em torno de 2% ao mês.