Tenha cuidado com soluções milagrosas de crédito

Dívidas em excesso podem se tornar um verdadeiro pesadelo para os consumidores
Ilustração mostra mulher diante de contas a pagar
Ilustração mostra mulher diante de contas a pagar

Publicidade

SÃO PAULO – Embora seja tentadora a oferta de uma alternativa de crédito que lhe resolva todos os problemas num passe de mágica, e ainda lhe possibilite reformar a casa, comprar o carro zero ou mesmo pagar a sonhada viagem ao exterior, é preciso estar atento. Tenha muito cuidado com soluções milagrosas de crédito. Tudo tem um custo e o dinheiro emprestado deverá ser pago em determinado prazo e com correção, calculada pelas taxas de juros. 

Dívidas em excesso podem se tornar um verdadeiro pesadelo para os consumidores. Em alguns casos, as pessoas que não têm como pagá-las acabam adotando medidas desesperadas para sair das listas de maus pagadores. Poucos, no entanto, conhecem os riscos de agir por impulso neste momento.

Seu equilíbrio é sua maior segurança
Saiba, primeiro, que o endividamento é algo comum e, quanto antes você tentar resolver a situação, melhor. Mas, para isso, tenha ciência da situação e mantenha a calma, para levantar o maior número de alternativas, avaliá-las com cautela e então efetuar suas escolhas. 

No mercado, existem instituições financeiras que oferecem crédito mesmo para quem está com dívidas inscritas nos serviços de proteção ao crédito. Os juros desses empréstimos, no entanto, não costumam ser nada amigáveis. O consumidor deve se preocupar em fazer as contas antes de optar por esse recurso e não aceitar um empréstimo a qualquer preço só para sair do sufoco. 

Para que as parcelas caibam no bolso, é comum que essas instituições financeiras ofereçam prazos maiores de pagamento. Ainda que à primeira vista essa possa parecer a solução, é importante lembrar que, quanto mais longo é o empréstimo, maiores são os juros que deverão ser pagos.

Algumas empresas também aproveitam o momento de desespero do consumidor e oferecem serviços para ajudá-lo a quitar suas dívidas. Neste caso, é preciso ponderar se realmente vale a pena contratar o serviço e se a empresa é realmente séria. 

Continua depois da publicidade

Muitas vezes, o contrato proposto por essas empresas não é claro o suficiente em relação ao custo dos serviços prestados. E mais: o serviço prometido nem sempre é executado ou concluído.

Para se precaver, o consumidor deve exigir que no contrato haja uma descrição detalhada dos preços do serviço, dos prazos para sua realização e do que acontece se o nome do consumidor não for retirado da lista de maus pagadores. Antes de pagar pelo serviço, exija a entrega de comprovantes, protocolos e certidões de que comprovem que tudo saiu como prometido.

Nada de envolver a família
No desespero, alguns consumidores também optam por pedir dinheiro emprestado a pessoas da família e amigos. O problema é que será criada uma nova dívida que também pode não ser paga se o consumidor não aumentar as receitas ou reduzir as despesas. 

Continua depois da publicidade

Nesse caso, há um grande potencial de conflito com a pessoa que decidiu ajudar. Então o consumidor simplesmente estará trocando um problema por dois. 

Outra opção que deve ser evitada é a penhora de joias de família, principalmente quando aquele bem não pertence apenas ao devedor. Todas essas alternativas podem, de alguma maneira, dar mais tempo para que a pessoa possa organizar sua vida financeira. Mas, sem adotar um planejamento financeiro capaz de reequilibrar as contas, é provável que os velhos problemas retornem no futuro.