Temporão lamenta o fim da CPMF

De acordo com o ministro da Saúde, se a contribuição não tivesse acabado, em quatro anos teriam sido arrecadados R$ 24 bilhões

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SÃO PAULO – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lamentou o fim da CPMF (Contribuição sobre Movimentação Financeira), após fazer um balanço das ações na área da saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (16).

“[A extinção da CPMF] impediu que hoje estivéssemos apresentando números muitos melhores. Nós íamos ter R$ 24 bilhões ao longo desses quatro anos, não tivemos”, afirmou Temporão, segundo a Agência Brasil.

Em 2007, o Congresso Nacional extinguiu a CPMF, cuja parte dos recursos era destinada para o financiamento de programas de saúde.

Saúde
Temporão também lamentou por não ter implantado as fundações de direito privado para administrar hospitais e institutos públicos. De acordo com o ministro, ele enfrentou resistências. Entidades ligadas ao setor foram contra a ideia e o projeto não passou pelo Congresso Nacional.

“Embora tenhamos avançado em alguns estados, tive dificuldades de implantar nos institutos nacionais e hospitais do Rio de Janeiro”, disse Temporão.

Para o ministro, melhorar a gestão e buscar fontes de financiamento para o SUS (Sistema Único de Saúde) são os grandes desafios da presidenta Dilma Roussef nos próximos quatro anos.

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