Telepresença: robôs conectam crianças hospitalizadas à sala de aula

O projeto PEBBLES usa andróides para evitar que alunos doentes fiquem desfalcados no conteúdo e percam contato com colegas

Publicidade

SÃO PAULO – Nos EUA, a criança que estiver em repouso no hospital não precisará ficar longe da sala de aula: com a ajuda de robôs, aluno e classe são conectados.

Algumas crianças podem até achar bom, por um lado, quando uma alergia ou uma doença as impedem de freqüentar a escola: os dias de cama são vistos como uma “folga” das aulas.

Porém, basta o período se estender por mais de alguns dias, para que comecem a sentir falta do convívio com os colegas isso sem falar na preocupação de ficar para trás no conteúdo, em relação à classe.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Telepresença

Com o objetivo de usar a tecnologia para driblar o problema da ausência física e evitar que os alunos hospitalizados sejam prejudicados, foi criado o PEBLES (sigla em inglês para Providenciando Educação ao Trazer o Ambiente Escolar para os Alunos).

São usados pares de robôs desenvolvidos pela canadense Telbotics com as universidades de Ryerson e Toronto para promover a telepresença, conectando o aluno à escola: um andróide fica na sala de aula e o outro no quarto da criança. As duas máquinas, dotadas de câmeras, microfones, caixas de som e telas, trabalham em sintonia.

Assim, a que está na escola exibe em seu display de 15 polegadas a imagem ao vivo do estudante, que, por sua vez, enxerga a lousa, os colegas e o professor na tela do que fica ao seu lado.

Continua depois da publicidade

Interação

Conectados via internet (podendo ser com ou sem fio), os robôs também permitem que os dois lados conversem: o aluno pode tirar dúvidas com o professor, e este pode lhe fazer perguntas.

Nem a lição de casa escapa, já que a criança pode dar zoom para enxergar melhor o que estiver escrito no quadro negro e, como os dois terminais possuem scanners e impressoras, folhas com tarefas também podem ser repassadas.

Boa adaptação

Quanto à interação social, o robô que fica na escola pode se locomover de uma sala para outra, acompanhando os outros alunos e possibilitando conversas na hora do intervalo ou até mesmo na sala, o que não é recomendado, já que o professor notaria a cabeça virada para o colega e poderia chamar a atenção do aluno ausente.

Segundo o diretor nacional do projeto, Andrew Summa, o resultado tem sido animador: o programa é usado em 6 hospitais, e já são 40 os andróides em uso. Tanto as crianças hospitalizadas quanto as outras do colégio parecem se adaptar muito facilmente aos robôs.

Quem gostou da idéia pode adquirir o seu próprio par, mas é preciso estar preparado, pois o custo gira ao redor de US$ 70 mil.