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SÃO PAULO – Quem não conhece alguém que já teve a linha telefônica, móvel ou fixa, clonada? Isto porque este tipo de fraude ainda representa um dos maiores pesadelos para os consumidores.
E os clientes estão cobertos de razão: em 2005, as empresas de telefonia foram as campeãs das reclamações dos consumidores, sendo que dentre as principais queixas estavam as cobranças indevidas, originadas muitas vezes por conta de fraudes nas linhas telefônicas.
Apesar dos crimes ocorrerem em razão da vulnerabilidade do sistema de telefonia existente em nosso País, o consumidor pode ficar atento e tomar algumas medidas a fim de evitar a ação de criminosos.
Indícios de fraude
De acordo com a técnica do Procon-SP, Marta Cassis Aur, algumas falhas na linha telefônica podem indicar que ela foi clonada. Caso o consumidor perceba que as ligações caem com bastante freqüência, ou que ele não consegue acessar sua caixa postal, seja nos telefones móveis ou fixos, é melhor ficar alerta.
No caso da linha fixa dar sinal de ocupado sempre que o consumidor retira o telefone do gancho, ou mesmo se a linha está sempre ocupada, mesmo que não haja ninguém em casa, é preciso ficar atento.
Além disso, dificuldades em completar chamadas, linhas cruzadas e aumento brusco no valor da conta mensal, além do aparecimento de números desconhecidos, também indicam fraudes. “Entretanto, a incidência de algum desses sinais não significa necessariamente que a linha foi clonada”, esclarece Marta.
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O que fazer em caso de suspeita?
Se por algum motivo, o consumidor suspeitar que sua linha foi clonada, deve procurar a empresa prestadora do serviço, registrar uma reclamação e pedir a verificação da linha. A técnica do Procon-SP reforça que é importante que o cliente anote o número do protocolo da solicitação.
Caso a suspeita realmente se confirme, o consumidor deve procurar novamente a operadora telefônica e registrar nova queixa. “Além disso, o cliente tem direito ao ressarcimento dos valores pagos indevidamente, pois não tem culpa do sistema ser vulnerável a ataques”, afirma Marta.
Na hipótese da empresa responsável pela linha se recusar a ressarcir ou mesmo atender à solicitação do cliente, o mesmo deve procurar algum órgão de defesa do consumidor, munido de quaisquer documentos que comprovem a fraude.
Como evitar os golpes?
De acordo com a técnica do Procon-SP, não há muita coisa a ser feita pelo consumidor para evitar ações criminosas deste tipo. “Infelizmente, os fraudadores estão um passo à frente das empresas, que deveriam ter um sistema que coibisse este tipo de fraude”, afirma.
O único cuidado que o consumidor pode ter é nunca atender a pedidos de supostos funcionários das empresas telefônicas. “O cliente jamais deve digitar números ou responder a perguntas feitas por telefone. Nenhuma empresa realiza reparos nas linhas desta maneira”, reforça Marta.
É importante, também, que o cliente fique ciente de que as operadoras, quando precisam realizar reparos nas linhas, o fazem com linhas próprias para isso, mediante aviso escrito, enviado por correspondência ao endereço do consumidor.
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Aparelhos celulares
No caso dos telefones móveis, a clonagem geralmente ocorre quando o usuário está fora de sua cidade, enquanto seu celular opera no modo roaming e analógico.
Nestes casos, os criminosos descobrem a combinação do aparelho e código do assinante, por meio de monitoração ilegal de telefone celular, e a colocam em outro aparelho.
Por conta disso, quando for viajar, para dentro ou fora do País, a dica é controlar mais rigorosamente as chamadas feitas e recebidas. Além disso, cuidado ao passar por aeroportos, que são lugares bastante vulneráveis. O melhor é manter seu telefone desligado.