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SÃO PAULO – A Fundação Procon-SP divulgou seu ranking de setores que mais receberam reclamações de consumidores paulistanos em 2003 no dia em que se comemorou o Dia Internacional do Consumidor, 15 de março.
Como era de se esperar, os resultados não foram positivos e o total de reclamações registrou aumento de 7,48% em relação a 2002, um total de 11.069 registradas pela Fundação no ano passado. As empresas de telefonia e os bancos foram os que mais receberam reclamações, seguidos pelos planos de saúde, títulos de capitalização e imóveis.
Reclamações por setores
No que se refere às reclamações de produtos, os aparelhos celulares saíram na frente em termos de maior número de reclamações junto ao Procon-SP. Em 2003, foram registradas 8.524 reclamações de produtos nesta área, sendo que a empresa que mais negligenciou os direitos dos consumidores, segundo o Procon, foi a Motorola do Brasil, que deixou de atender 77,36% das reclamações.
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Como não podia deixar de ser, os planos de saúde também correspondem a reclamações freqüentes entre os consumidores, principalmente no que diz respeito aos contratos. Conforme já havia sido previsto pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), em pesquisa semelhante também divulgada na última segunda-feira, os reajustes por faixa etária e negativas de cobertura são os principais problemas apontados pelos usuários de planos de saúde.
Já em relação aos serviços essenciais e serviços privados, o Procon indicou a Embratel como a empresa que mais foi reclamada pelos consumidores, apresentando um total de 648 problemas em 2003. Ao todo, as reclamações somaram um total de 20.077.
Por sua vez, os serviços financeiros foram responsáveis por 10.310 reclamações, sendo que a Caixa Econômica foi a instituição que menos resolveu os problemas dos consumidores (77,34%), com destaque para golpes e fraudes ocorridos dentro dos bancos.
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Ao contrário do que se esperava, no setor de alimentos não houve empresas que se destacaram por não atender aos problemas de seus clientes, haja vista que no ano passado foram registrados apenas 211 problemas de consumo no setor. Entretanto, os supermercados aparecem com maior freqüência na lista de reclamações. Por último, no setor de habitação os contratos com loteamentos e incorporações foram as principais queixas, um total de 777 reclamações.