Publicidade
SÃO PAULO – O aumento das modalidades de concessão de crédito no último ano e o elevado nível da taxa básica de juros, a Selic, foram os fatores principais para a significativa alta da inadimplência com cheques em relação a julho de 2004.
De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (08) pela Telecheque, a taxa de inadimplência saltou de 2,12% no ano passado para 2,69% em julho último, um aumento de 57 pontos base.
No confronto mensal, no entanto, a constatação é positiva, com o indicador de inadimplência 8 pontos base menor, já que em junho a taxa estava em 2,77%.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Cheques honrados e roubados
Considerando a parcela de cheques honrados, ou seja, com fundo suficiente em conta, a pesquisa mostra que 96,62% das transações foram quitadas em julho, mantendo relativa estabilidade frente ao mês anterior (96,51%) e ficando pouco abaixo do percentual de julho de 2004 (97,31%).
Por sua vez, os cheques roubados responderam por 0,69% das compensações, incidência menor que junho (0,72%), porém acima de julho do ano passado (0,57%).
No que se refere ao valor médio das folhas emitidas, as dívidas chegaram a R$ 123,70, ou 9,9% a mais que há um ano. E a maioria continua comprando a prazo, já que 69,5% das transações se referem a esta opção, sendo que destas, 84,44% são parcelamentos para 30 e 60 dias.
Continua depois da publicidade
Análise geográfica
Analisando a inadimplência medida pelas devoluções de cheques sem fundos por região, a pesquisa mostra ainda que o Rio Grande do Sul (1,65%) e Maranhão e Goiás (ambos com 1,94%) apresentam os melhores indicadores. Há um ano, as respectivas taxas eram de: 1,58%, 2,88% e 1,66%.
Entre os piores indicadores, a Telecheque mostra o Amazonas em primeiro lugar, com a elevada taxa de inadimplência de 4,24%, frente aos 2,61% verificados um ano antes. No Mato Grosso as devoluções chegaram a 4,19%, lembrando que na região a pesquisa passou a ser realizada em janeiro deste ano, de forma que ainda não há base anual de comparação.
O estudo traz ainda um panorama da inadimplência na região Sudeste do País, sendo que no Estado de São Paulo a taxa de devoluções chegou a 2,87% em julho; no Rio de Janeiro, ficou em 2,74%; e em Minas Gerais, em 2,93%. No confronto a julho de 2004, houve aumento em todas as regiões, onde as taxas, respectivamente, estavam em 2,62%, 2,62% e 1,81%.