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SÃO PAULO – Ao contrário do que vinha sendo constatado em pesquisas anteriores, o primeiro lugar no ranking de cheques sem fundos em outubro não coube aos homens e sim às mulheres, pela primeira vez em 2005.
De acordo com o estudo divulgado pela Telecheque nesta segunda-feira (21), 53% dos consumidores inadimplentes em outubro eram mulheres, contra 47% dos homens.
Mulheres parcelam mais as compras
A explicação está na escolha da forma de pagamento. Enquanto 57% dos homens pagam suas compras com cheque à vista, 44% das mulheres fazem a mesma opção. A segunda forma de pagamento mais freqüente entre as mulheres foi o parcelamento em três vezes, escolha de 24% delas. Entre os homens, o percentual foi bem menor, 16%.
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“A evolução feminina no mercado de trabalho tem permitido às mulheres ganhar cada vez mais espaço como consumidoras, no entanto o fato da mulher dar preferência aos parcelamentos contribui para o seu endividamento, e conseqüentemente aumenta a possibilidade deste público se tornar inadimplente”, afirma José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque.
Esquecimento da dívida aparece antes do desemprego
Seja pagando à vista ou parcelando a compra, o fato é que o descontrole financeiro é o maior problema de ambos: 27% dos 782 consumidores entrevistados, entre homens e mulheres, acabaram se endividando por este motivo.
Outra razão para a inadimplência diz respeito ao empréstimo de cheque para terceiros, o chamado empréstimo do nome (13%). Curiosamente, o esquecimento de que havia contraído a dívida (10%) foi o terceiro motivo mais citado pelos consumidores, à frente até mesmo do fato de terem perdido o emprego (9%).
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A maioria das dívidas em aberto (60%) tinha valor entre R$ 50 e R$ 200, débitos encontrados mais freqüentemente nos postos de gasolina (20%), lojas de roupas (15%), supermercados (14%) e lojas de calçados (11%).
Praxedes aconselha os consumidores a serem cautelosos em relação às suas compras de final de ano, afinal o crédito continua em expansão e os apelos promocionais nesta época do ano são muito grandes, o que pode estimular as compras por impulso e o descontrole financeiro.