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SÃO PAULO – A inadimplência provocada por cheques sem fundos emitidos em compras nos supermercados ficou em 2,79% entre janeiro e maio, segundo revela sondagem da empresa Telecheque.
Embora o índice seja 0,32 ponto percentual maior que o registrado em igual período do ano passado (2,47%), o resultado do setor ficou abaixo da média nacional de todos os segmentos comerciais, que foi de 2,87% entre janeiro e maio de 2005. A categoria de roupas, por exemplo, registrou inadimplência de 5,87% ao longo dos cinco meses.
Já o indicador de cheques honrados nos supermercados diminuiu 0,32 ponto percentual entre 2004 e este ano, caindo para 96,62%. O índice de cheques roubados, por sua vez, manteve-se em 0,59%.
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Mais cheques pré-datados
A principal razão para o aumento da inadimplência nos supermercados foi a maior recorrência de cheques pré-datados nos cinco meses iniciais de 2005. Neste período, as folhas para 60 e 90 dias passaram a representar 34,18% do total de cheques emitidos, enquanto no ano anterior esta parcela era de 20,44%. O maior número de cheques pré-datados significa maior risco de inadimplência.
De acordo com o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, este comportamento “demonstra a situação financeira delicada vivida atualmente pelos consumidores, que precisam aumentar os prazos de pagamento mesmo nos supermercados, onde são feitas compras de primeira necessidade”.
Vale dizer que o índice da Telecheque considera o volume financeiro da inadimplência, e não o número de folhas de cheque sem saldo suficiente em conta.