Telecheque: inadimplência foi maior entre mulheres e jovens no primeiro semestre

Dos que estavam com o nome protestado entre janeiro e junho, 51% eram do sexo feminino e 36% tinham de 21 a 30 anos

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SÃO PAULO – No primeiro semestre deste ano, as mulheres e jovens entre 21 e 30 anos lideraram o ranking de inadimplentes, de acordo com o “Perfil do Inadimplente” divulgado nesta quarta-feira (23) pela Telecheque.

A pesquisa, que analisa 2.880 consumidores que constam no cadastro de maus pagadores, mostra que as pessoas do sexo feminino respondiam por 51% do total de inadimplentes e as mais novas, por 36%.

42% eram solteiros

Ainda de acordo com a Telecheque, 49% dos entrevistados eram casados e 43,3% afirmaram possuir um rendimento salarial na faixa de R$ 350 a R$ 1050. Além disso, 23% gastaram entre R$ 100 e R$ 199, em média.

Entre os setores, o de confecções e o de supermercados foram os mais atingidos pela inadimplência: 18% e 15% das pessoas disseram ter se endividado com este tipo de compra, respectivamente.

Descontrole financeiro é a principal causa

Independentemente da idade ou sexo, 60% dos inadimplentes apontaram o descontrole financeiro ou o esquecimento como os principais motivos para a situação. Na seqüência, vieram o empréstimo de cheques para terceiros (10%) e o desemprego (6%).

Para o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, o consumidor brasileiro ainda tem dificuldade em se conter diante dos apelos promocionais e facilidades de pagamento ofertados pelo varejo.

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“Devido ao aumento das facilidades de crédito ocorrido nos últimos três anos, esse perfil de consumidor passou a ter acesso a meios de pagamento que não utilizava no passado”, afirma Praxedes Neto.

O vice-presidente da Telecheque acrescenta ainda que “o problema é que qualquer despesa não prevista afeta o orçamento familiar e o consumidor acaba sendo obrigado a atrasar ou refinanciar os créditos utilizados, já que não pode abrir mão de gêneros de primeira necessidade. Mas as taxas aplicadas pelo mercado inviabilizam o pagamento dessas dívidas, iniciando um círculo de aumento do endividamento que acaba tirando o consumido do mercado”, conclui.