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SÃO PAULO – A inadimplência no comércio provocada por cheques sem fundo foi menor em março deste ano que no mesmo período de 2004, segundo informa pesquisa da Telecheque. A taxa de devolução de cheques ficou em 3,37% no mês, contra os 3,63% verificados um ano antes.
Apesar da melhora nesta base comparativa, o mesmo estudo registrou aumento do indicador em relação ao resultado apurado no mês de fevereiro, que foi de 3,0%.
Esta alta mensal na inadimplência, contudo, não deve causar preocupação, pois ainda reflete o endividamento das compras de fim de ano. De acordo com o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, a tendência é de queda do indicador pelos próximos meses.
Bons pagadores
Prova de que o consumidor brasileiro está quitando seus débitos em dia, a relação de cheques honrados em março atingiu expressivos 95,83% das transações, mantendo nível similar ao verificado em fevereiro.
O segmento em que a taxa de cheques honrados em relação ao total de compensações alcançou patamar mais elevado foi o de óticas, no qual 98,14% das folhas foram pagas corretamente, o que reflete o caráter mais programado das compras feitas nesta categoria.
Em contrapartida, o setor com o menor indicador de cheques honrados foi o de roupas unissex, com 90,75% das folhas com fundo. Segundo a Telecheque, o descontrole financeiro causado pelas compras impulsivas justifica este resultado menos favorável.
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A Telecheque revela também que 67,2% das transações com cheques em março se referiram a compras pré-datadas, enquanto as outras 32,8% foram para pagamento à vista. Já os cheques roubados representaram 0,80% do total emitido.
Fórmula contra inadimplência
Praxedes Neto lembra que a melhor forma de o comércio reduzir sua inadimplência é efetuar suas vendas parceladas com entrada à vista.
Este artifício, ainda segundo ele, é especialmente importante em datas com forte apelo consumista, como o Dia das Mães, quando as compras extrapolam mais facilmente o orçamento pessoal.