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SÃO PAULO – O mercado de cartões de crédito tem avançado bastante, mas não o suficiente para roubar o espaço do dinheiro na carteira dos brasileiros. A explicação para isso está no fato de o consumidor relacionar o plástico a contas de maior valor. Mas, de acordo com pesquisa realizada pela TNS InterScience, uma maneira de o cartão ocupar o lugar do dinheiro seria apostar na tecnologia contactless (sem contato).
Na pesquisa, foram entrevistados os future shapers, que são as pessoas que mostram quais são as tendências. “Elas ajudam a identificar as potencialidades para o futuro”, afirmou o gerente de negócios da TNS InterScience, Felipe Menezes. E, no mercado de cartões, uma das potencialidades encontradas foi o contactless. “O cartão sem contato poderia roubar espaço do dinheiro, porque na pesquisa as pessoas relacionaram o contactless a uma compra de menor valor”.
O conceito de contactless desenvolvido no estudo “Contactless e Mobile Wallet: as novas tecnologias podem ajudar o cartão de crédito a invadir ainda mais o espaço do dinheiro?” foi de que o vendedor digita o valor no terminal e o usuário aproxima o cartão da leitura ótica, registrando o pagamento.
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Pontos positivos e negativos
Na pesquisa, o cartão de crédito sem contato foi considerado uma tecnologia totalmente inovadora – não possui referência atual – e, num primeiro momento, as pessoas se sentiram mais seguras por terem total domínio do plástico (percepção de diminuição do risco de clonagem). “Vemos uma avaliação muito positiva, mas os consumidores fazem suas ressalvas”, ponderou Menezes.
E a primeira delas também está relacionada à segurança. “Existe um desconforto, porque não há nenhuma medida de segurança aparente”, disse o gerente, dando o exemplo dos plásticos com chip, que oferecem um adicional para o cliente se sentir mais confortável. Uma sugestão para contornar esta situação seria um limite diário de gasto determinado pelo usuário e um SMS informando sobre novas transações.
A aceitação da tecnologia contactless, que já é bastante difundida nos Estados Unidos e na Europa, foi maior entre a população mais jovem do que entre a mais madura.
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Cartão de crédito
De acordo com o gerente de negócios, o uso do cartão de crédito já está estabelecido no dia-a-dia das pessoas. “Houve um crescimento na base de clientes e no volume de transações. O que possibilitou isso foi a estabilidade da economia, a redução das taxas de juros e uma penetração maior na classe C”.
A pesquisa revelou que as pessoas enxergam o cartão como uma possibilidade de estender o poder aquisitivo. Elas também o associaram como uma ferramenta que colabora no controle do orçamento familiar, ajudando a dimensionar a alocação de gastos. Porém, ainda existe um medo de descontrole. As pessoas sabem que a falta de planejamento pode levar à inadimplência.