Taxas de câmbio e aumento do IOF são um retrocesso, avalia Proteste

Consumidor deve reavaliar o orçamento para as viagens já programadas ao exterior

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SÃO PAULO – Para a Proteste – Associação de Consumidores, as altas taxas de câmbio cobradas pelos bancos nas compras com cartão, que de acordo com pesquisa realizada pela Associação podem ter variação de até R$ 90 para compras de US$ 1 mil, somado ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) são um retrocesso para o bolso e a segurança do consumidor.

Para a entidade, o consumidor que já tem viagem marcada precisa reavaliar o orçamento para saber se comprar no exterior continua valendo a pena. E quem pretende viajar nos próximos meses deve redobrar o planejamento e não deixar para escolher a forma de pagamento que vai usar na última hora.

Uma alternativa apontada pela associação para economizar é pagar a hospedagem e os passeios ainda no Brasil, já que o pagamento é feito em reais. 

Com a medida, a melhor forma para pagar as despesas fora do Brasil é comprar dinheiro em espécie em bancos ou casas de câmbio, única que mantém a alíquota do IOF anterior ao aumento, de 0,38%. 

Para diminuir a insegurança de andar com altas quantias no bolso, o ideal é o consumidor dividir suas reservas entre dinheiro, cartão pré-pago e cartão de crédito. O cartão de crédito só deve ser utilizado para despesas não previstas ou situações de emergência.

Contudo, como vantagem, a Proteste lembra que o cartão pré-pago possibilita um melhor planejamento dos gastos, uma vez que o consumidor sabe quanto pode gastar. E também é importante ter uma reserva maior à prevista para evitar sufocos.