Tarifas bancárias: Procon constata diferenças de até 522% em setembro

Levantamento também constatou aumento de até 50% em algumas tarifas frente ao levantamento de março

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SÃO PAULO – Em seu último levantamento sobre as diferenças praticadas pelos bancos nas tarifas bancárias, a Fundação Procon-SP constatou não só diferenças de até 522%, como também um forte aumento no preço das tarifas em relação ao último levantamento realizado em março deste ano.

O relatório do Procon comparou entre os dias 8 e 9 de setembro deste ano o custo das principais tarifas cobradas por doze instituições financeiras: HSBC, Banespa, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, Banco Nossa Caixa, Banco Bilbao Vizcaya (BBV), Banco Real, Unibanco e BCN.

Tarifas sofreram forte reajuste desde março

Apesar de analisar a evolução dos preços de cerca de 41 produtos e serviços prestados por estas instituições, o Procon efetuou comparações sobre apenas 20. A maior diferença de preços (522%) foi registrada no serviço de manutenção do cartão magnético. Dentre os bancos que efetivamente cobram por este serviço a tarifa mais elevada foi de R$ 84 no HSBC, enquanto a menor tarifa era de R$ 13,50, cobrada pelo BBV.

Ainda mais preocupante é a constatação de que em alguns bancos as tarifas chegaram a subir cerca de 50% desde março deste ano, mesmo considerando que a inflação acumulada pelo IGP-M desde então é de apenas 2,33%, o que sugere um reajuste de 46,5% acima da inflação.

Este foi o caso, por exemplo, da tarifa de manutenção de conta inativa cobrada pelo Bradesco, que segundo o Procon teria subido de R$ 10 para R$ 15 no período em questão. De acordo com informações do diretor executivo da Fundação Procon-SP, Gustavo Marrone, em alguns casos os bancos optaram pela criação de novas tarifas.

Marrone recomenda que os consumidores identifiquem os serviços que mais utilizam e pesquisem estas taxas em vários bancos de forma a minimizar os gastos com serviços bancários. Para acessar o levantamento do procon basta clicar aqui.

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Consumidor deve pesquisar e checar custos

O consumidor também pode optar pela contratação de pacotes específicos de serviços, que incluem uma determinada cesta de produtos e serviços. O problema dos pacotes, segundo Marrone, é que a freqüência de uso prevista na tarifa destes pacotes nem sempre está clara ao consumidor.

Mas não basta pesquisar as taxas, é preciso conferir que a cobrança das mesmas está sendo feita de forma correta e, em caso de dúvida, o consumidor deve contatar seu gerente e pedir o crédito dos valores pagos a mais. Para tanto, o correntista tem direito à informação detalhada sobre o custo dos serviços, que deve estar discriminada no extrato bancário e afixada nas agências e/ou disponível na internet.

Finalmente, vale ressaltar que a legislação determina que a tabela de tarifas bancárias deve estar afixada com 30 dias de antecedência da data de vigência, em local visível e de fácil acesso na agência, para dar ao correntista oportunidade de pesquisar tarifas mais atrativas se assim lhe for interessante. No caso do não cumprimento dessas resoluções, o consumidor deve fazer uma denúncia ao Banco Central e ao Procon, para que as devidas providências sejam tomadas.