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SÃO PAULO – Segundo a análise realizada pela OK Garante, Unidade de Inteligência de Meios de Pagamentos, o consumidor tem conseguido manter suas contas em dia. De acordo com o estudo, os setores de supermercados, confecção e material de construção apresentaram queda de 15% no índice de inadimplência com cheques no primeiro trimestre, frente ao mesmo período do ano anterior, o que prova a boa fase financeira do consumidor brasileiro.
Em relação ao estudo feito com base no uso de cheques, “essa redução se deve à inteligência de crédito, que supervisiona os gastos das pessoas físicas. Com isso, sabemos se é possível ou não liberar o crédito”, explica o executivo da OK Garante, Antonio Afonso.
Perspectivas
Apesar de não ter o primeiro semestre fechado, Afonso acredita que a taxa de inadimplência será de 0,75% no período, se considerados todos os segmentos. Para o segundo semestre, o executivo estima que os três setores em destaque manterão a redução permanente da inadimplência, além disso, essa diminuição poderá se estender a outros segmentos, como o automotivo. “Podemos destacar o segmento de serviços e negócios do setor automotivo, pois é um setor que tem crescido consideravelmente e também tem utilizado cada vez mais cheques”, completa.
Ainda no segundo semestre, o executivo aponta um possível aumento de 0,15 ponto percentual na inadimplência de todos os segmentos, chegando a uma taxa de 0,90%, em função das férias de julho, dia dos Pais, dia das Crianças e Natal. “Mesmo assim é uma taxa bem baixa se considerarmos a quantidade de datas comemorativas do período”, explica o Afonso.
Para o executivo, a tendência é que os cheques estejam cada vez mais presentes no comércio, devido às taxas para o uso e recebimento em cartões de crédito. “O conceito de não receber cheques está mudando, tanto que algumas empresas dão descontos para quem comprar com cheque. Além disso, com o passar do tempo, o próprio consumidor passará a reivindicar esse tipo de opção de pagamento”, acredita.