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SÃO PAULO – A Serasa divulgou nesta terça-feira, dia 22 de julho, seu “Indicador Regional de Cheques sem Fundos”, em que revelou que entre as cinco regiões do país analisadas pelo estudo, o Sudeste foi a que registrou o menor índice de inadimplência medido pelo volume de cheques devolvidos no primeiro semestre.
Inadimplência no Sudeste subiu 2,3% em 2003
De acordo com o levantamento, de janeiro a junho foram devolvidos 13,5 cheques a cada grupo de mil compensados na região Sudeste, o que equivale ao aumento de 2,3% frente a igual período em 2002. Em junho, o total de devoluções atingiu a marca de 14 cheques, contra 12,3 cheques devolvidos no mesmo mês no ano passado, alta, portanto, de 13,8%.
Na região Sul, o aumento da inadimplência na comparação entre os primeiros semestres de 2003 e 2002 foi de 1,5%: 13,6 cheques devolvidos por falta de fundos em 2003 e 13,4 devoluções no ano passado. Na comparação anual, no mês passado foram devolvidos 13,2 cheques a cada mil que era compensado, enquanto em junho de 2002 esse número era de 12,4 cheques. Nesta região, houve, portanto, o crescimento de 6,4% no total de devoluções.
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No Centro-Oeste a inadimplência também aumentou no último ano. Foram 16 cheques devolvidos para cada grupo de mil compensados no acumulado de janeiro e junho de 2003, o que eqüivale a uma alta de 6,7% frente ao mesmo período em 2002, quando as devoluções chegaram a 15 cheques por grupo de mil. Na relação junho de 2003 (16,2 cheques/mil) e 2002 (14,3 cheques/mil) o aumento da inadimplência foi de 13,3%.
Por sua vez, a região Nordeste registrou a devolução de 21,3 cheques sem fundos para grupo de mil compensados nos primeiros seis meses do ano. No semestre idêntico no ano passado, as devoluções alcançavam a marca de 19,4 cheques por grupo de mil. A alta foi de 9,8%. Confrontando os dados mensais, em junho deste ano foram devolvidos 22,3 cheques, o que corresponde ao acréscimo de 12,1% frente a junho do ano passado, quando foram devolvidos 19,9 cheques a cada mil.
No Norte, inadimplência recuou 3,4%
Finalmente, na região Norte foi apurado o maior índice de inadimplência do cheque. Nesta região, a pesquisa registrou a devolução de 25,7 cheques a cada mil compensados no semestre. No entanto, na comparação com as devoluções registradas no período em 2002, houve decréscimo de 3,4% no volume de cheques devolvidos, já que naquele semestre para cada mil cheques compensados, 26,6 eram frios.
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Analisando a comparação anual no Norte, no mês de junho de 2003 foram devolvidos 26,6 cheques a cada mil compensados, enquanto em igual período no ano passado as devoluções alcançavam a marca de 24,7 cheques. Nota-se, portanto, que na região Norte houve alta de 7,7% na comparação junho de 2003/2002.
No que se refere às devoluções mensais dos cheques por insuficiência de fundos, houve recuo da inadimplência em todas as regiões: Sudeste (-0,7%), Sul (-3,6%), Centro-Oeste (-3,6%), Nordeste (-7,1%) e Norte (-3,3%).
Momento ainda é de incerteza
A inadimplência nos primeiros meses do ano costuma ser mais alta, pois reflete os prazos alongados de financiamentos adotados pelo comércio no final do ano, com as compras de Natal, o que explica o recuo da inadimplência em junho frente a maio que sinaliza o fim dos pagamentos e renegociações referentes a estes financiamentos. Além disso, o mês de junho possui menos dias úteis em relação a maio, o que influencia na base de comparação entre os dois períodos.
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Mas não é porque a inadimplência recuou no mês passado que os consumidores estão de volta a todo o vapor. Os juros elevados, elevação do nível de desemprego, conseqüente queda da renda do consumidor e aumentos das tarifas de serviços públicos são fatores que acabam corroendo o orçamento das famílias.
Nesse sentido, a concessão de crédito por meio de cheque pré-datado ainda é uma metodologia a ser utilizada com muito critério, pois como sugerem os dados de junho da Serasa ainda não existe uma tendência confirmada de queda da inadimplência.