Sucesso do BC Protege+ pode abrir caminho para novos produtos, afirma diretor

Banco Central aposta no BC Protege+ para ampliar segurança e planeja expansão conforme resultados do programa

Estadão Conteúdo

Imagem mostra a sede do Banco Central do Brasil, em Brasília; crédito: Agência Brasil.
Imagem mostra a sede do Banco Central do Brasil, em Brasília; crédito: Agência Brasil.

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O chefe do Departamento de Atendimento Institucional do Banco Central, Carlos Eduardo Gomes, afirmou nesta segunda-feira, 1º de dezembro, que, se o BC Protege+ for bem-sucedido, a autarquia discutirá novos produtos de proteção. Ele acrescentou que já há discussões sobre proteção relacionada a chaves Pix e operações de crédito.

“Vamos precisar verificar qual desses produtos é mais relevante para oferecermos proteção. Também será necessário conversar com as instituições financeiras para avaliar o nível de complexidade de cada um”, disse Gomes, ressaltando que há uma demanda maior por uma solução relacionada às chaves Pix.

O chefe do departamento afirmou que o Banco Central acredita no potencial do BC Protege+, mas que o sucesso da solução depende da adesão da população. “Vamos acompanhar a evolução do sistema. Por isso, os números que levantarmos diariamente não serão apenas para divulgação, mas servirão como ferramenta de análise para discutirmos os próximos produtos”, acrescentou.

Questionado sobre o número de aberturas de contas fraudulentas, Gomes disse que a autarquia recebe reclamações, mas preferiu não informar uma quantidade exata para evitar subestimar o problema. Ele destacou que há subnotificação desses casos, pois muitas pessoas sentem vergonha de denunciá-los. “Nosso objetivo com o BC Protege+ é oferecer mais uma ferramenta de proteção ao cidadão”, concluiu.