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SÃO PAULO – Os registros de inadimplência no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) cresceram 22,39% no ano passado, em relação à quantidade cadastrada no ano anterior, com destaque para os meses de fevereiro, julho e agosto, quando a inclusão ultrapassou 50% na comparação com período relativo em 2005.
Segundo o presidente da SPC Brasil, Araken de Carvalho Novaes, o resultado mostra que algumas empresas, como as de telefonia e energia elétrica, vêm mudando de prática e buscando o serviço para recuperação de débitos.
“O crescimento dos registros em mais de 20% no período contém o peso dessas decisões em setores que extrapolam o comércio, há alguns anos, único setor que recorria ao SPC”, afirmou o presidente.
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Nomes “limpos”
Os registros excluídos do SPC em 2006 contabilizaram quantia 13,70% superior a um ano antes, sendo o déficit entre inclusão e exclusão de 60%. “A medida que mais pessoas passam a constar como devedoras na base de dados, também aumenta o número de inadimplentes procurando livrar-se das dívidas”.
Consultas também aumentam
Ainda de acordo com Novaes, o número de consultas ao SPC também cresceu, em 8,92% entre 2005 e 2006. Os motivos apontados foram a capacidade de acesso das classes D e E ao crédito e a possibilidade de vendas em até 12 parcelas pequenas.
“Os consumidores vêem as pequenas prestações e se entusiasmam a adquirir produtos, acham que as compras cabem dentro dos vencimentos e, ao final, comprometem-se mais do que poderiam e desestabilizam as finanças pessoais diante de qualquer imprevisto no decorrer do ano”, confirmou Novaes.