SP: 90% dos arrastões em condomínios estão ligados à falha humana

Outros 10% decorrem da falta de equipamentos adequados e problemas na infraestrutura, segundo a administradora Adbens

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SÃO PAULO – Falha humana. Esta é a explicação da administradora Adbens Imóveis para a maioria dos crimes e arrastões ocorridos em condomínios residenciais.

De acordo com a pesquisa, 90% das ocorrências registradas nestes condomínios acontecem por imprudência dos funcionários ou dos próprios moradores. Os 10% restantes estão relacionados à falta de equipamentos adequados e por problemas na infraestrutura dos empreendimentos.

“Muitos edifícios estão preocupados em comprar câmeras de vídeo ou ter guaritas blindadas, mas não percebem que a questão requer uma abordagem mais aprofundada”, alerta Ana Paula Pellegrino, membro do Comitê do Secovi.

Treinamento

Baseada nos resultados da pesquisa, a administradora desenvolveu um programa de prevenção voltado especificamente para os moradores e funcionários do condomínio como porteiros e zeladores, focado em ações preventivas e nos procedimentos em situações de emergência.

Ana Paula explica ainda que não adianta o condomínio possuir boa estrutura física e de equipamentos se não há uma compreensão de onde estão as vulnerabilidades na segurança. Além disso, deve-se evitar os comentários sobre o perfil e os hábitos dos moradores, assim como outros aspectos relacionados ao perfil sócio-econômico de cada um. Tudo isto pode acabar atraindo a atenção dos bandidos.

Maioria das ocorrências não é registrada

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirma que não existem dados oficiais sobre os crimes e arrastões nos condomínios residenciais, dado que na maioria das vezes os moradores acabam não registrando a queixa.

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Entretanto, um levantamento realizado pela Adbens revela que 64 arrastões foram registrados pela Polícia Civil, em 2004, na cidade de São Paulo. Os condomínios mais visados estão localizados nos bairros Jardins, Moema, Campo Belo e Vila Mariana, Anália Franco, Vila Madalena e Alto de Pinheiros.

Cuidado ao entrar e sair do condomínio

De acordo com o diretor da empresa de consultoria e segurança NSA Brasil, Hugo Tisaka, os ladrões “se aproveitam da vulnerabilidade dos condomínios, tanto dos mais simples quanto dos mais sofisticados”.

Ele alerta que a maioria das ocorrências de arrastões acontecem quando os moradores estão chegando ou saindo da garagem do prédio. Por isso a atenção deve ser redobrada nestas ocasiões. Tisaka também explica que, antes de atacar os prédios, os bandidos preparam planos elaborados e procuram se equipar com muitas armas para intimidar funcionários e moradores.

Por fim, o executivo atenta para a necessidade de se implementar um projeto de segurança adequado, além de procedimentos e normas internas. “Não permitir a entrada de estranhos, manter as portas de acesso ao prédio fechadas e colocar espelhos que facilitem a observação do que se passa dentro e fora das portarias são algumas dicas” conclui.

As informações são do Diário do Comércio, períodico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).