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SÃO PAULO – Se, no passado, era preciso acumular uma poupança por anos para conseguir comprar um imóvel, hoje, o cenário econômico facilita o sonho da casa própria. Para se ter uma idéia, 36% dos contratos de financiamento da CEF (Caixa Econômica Federal) eram de jovens com até 30 anos de idade em 2007.
Um dos motivos para essa facilidade maior é a forte concorrência entre os bancos, que passam a oferecer condições de pagamento mais atrativas. No ano passado, por exemplo, houve ampliação do prazo de financiamento de 20 para 30 anos, redução da taxa de juros, além de menor burocracia.
Faixas de renda
De acordo com a Tibério Construções e Incorporações, as facilidades atingem todas as classes. Desde o começo deste ano, quem tem renda superior a R$ 4.900 pode usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no financiamento, com juros de 8,66% ao ano, muito abaixo dos 10,16% ao ano anteriores.
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A exigência de uma determinada renda era decisiva para financiar com prazos de 15 a 20 anos. Hoje, quem tem uma renda menor pode adquirir um financiamento com prazos de até 30 anos, o que atende a grande demanda de jovens que procuram o primeiro imóvel. Com a opção de juros fixos e prestações decrescentes, as mensalidades ficam previsíveis e é mais fácil planejar o pagamento.
Cenário econômico
A estabilidade econômica do país teve início em 2005, com o crescimento das exportações, do saldo do balanço de pagamentos e das reservas internacionais. O setor que se beneficiou com isso foi o imobiliário. Com o baixo índice de inflação, não há mais a preocupação com o fato de os salários não acompanharem os preços e, por isso, ficou mais fácil comprar e vender imóveis.
Entidades do setor da construção civil prevêem crescimento de até 10,2% para 2008, principalmente devido ao aumento do crédito imobiliário. No mercado de imóveis, por sua vez, a previsão é de alta de até 20%, com os bancos privados operando com recursos do FGTS.
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Cuidados
Por mais que o mercado esteja bastante atraente, de acordo com o especialista em direito do consumidor, Edson Costa Rosa, o interessado deve analisar os riscos. Existem algumas dicas que são válidas para qualquer tipo de financiamento. Veja-as abaixo:
- Leia todas as cláusulas do contrato, pois podem haver armadilhas. A mais comum é referente a amortização do saldo devedor. Normalmente, a taxa de juros é determinada e pode ser elevada unilateralmente, sem aviso prévio ao contratante, que acaba pagando duas ou três vezes o valor financiado.
- Se não compreender as cláusulas, peça explicações. “Quanto mais conhecer as cláusulas do contrato e seus direitos como consumidor, mais fácil será saber quando pode e deve reclamar”, afirmou o especialista.
“O Código do Consumidor é a lei que deve ser aplicada sempre que o contrato se mostrar excessivamente oneroso, com prestações altas, saldo devedor absurdo, ou quando negar direitos fundamentais do mutuário, devendo o mesmo estar atento e obter esclarecimentos antes de assinar o contrato de financiamento habitacional”, finalizou Rosa.