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SÃO PAULO – Os solteiros estão se endividando mais, enquanto os casados começam a administrar melhor suas finanças. A afirmação é feita com base em dados de pesquisa divulgada nesta quarta-feira (08) pela Telecheque.
Conforme o levantamento, entre setembro e outubro, 42% dos consumidores com registro em cadastros de proteção de crédito não possuíam um cônjuge, enquanto 49% tinham uma relação estável.
O destaque fica para a mudança de comportamento, tomando como base o mesmo período do ano passado: o desempenho foi de, respectivamente, alta de 83% e queda de 8% na participação geral.
Motivo
Resta a dúvida: qual o motivo dessa inversão de papéis? O levantamento mostrou que o principal deles foi o descontrole financeiro (40%). De uma maneira geral, independentemente do estado civil, o comportamento afetou 44% dos entrevistados.
Segundo a Telecheque, o crescimento de solteiros inadimplentes pode ser explicado pelo fato de que 41% dos consultados têm idade entre 21 e 30 anos. Nesta faixa etária, o total de devedores registrou aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2005.
“É muito comum jovens que estão ingressando no mercado de trabalho e iniciando suas experiências de acesso ao crédito terem problemas com o controle de sua capacidade de endividamento”, afirma José Antônio Praxedes, vice-presidente da Telecheque.
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Outros pontos
Outros motivos alegados pelos solteiros com problemas de crédito foram o empréstimo do nome, totalizando 16% das respostas, e o desemprego (11%). Entre todos os consumidores ouvidos, independentemente do estado civil, estas duas alegações também tiveram destaque, representando, respectivamente, 13% e 9% das repostas.
“O grande vínculo de amizade neste tipo de público favorece este comportamento de ‘boa fé’ no empréstimo de seus nomes para acesso de terceiros ao crédito”, comenta Praxedes.
Perfil
Por fim, o estudo apontou que a maioria dos devedores sem relação estável são homens (52%), com idade entre 21 e 30 anos (60%).
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Os segmentos que sofreram maior impacto com o calote desses consumidores foram os de confecções (22%), supermercados (14%), postos de combustível (14%) e calçados (11%).
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