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SÃO PAULO – Na onda das fraudes online, principalmente as bancárias, as tecnologias estão cada vez mais evoluindo para amenizar e evitar o problema, que causa transtorno a consumidores e instituições.
No primeiro trimestre de 2006, as fraudes bancárias tiveram um aumento de 447% na comparação com o mesmo período de 2005, de acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.Br). No ano passado, dados do Instituto de Peritos em Tecnologia Digital e Telecomunicações (IPDI) revelam que os bancos tiveram prejuízos de mais de R$ 300 milhões provocados por fraudes digitais.
Com o objetivo de evitar a conclusão de operações bancárias fraudulentas, com segurança para correntistas que utilizam cartão de débito ou sistemas de Internet Banking, o Neural Activity Monitor, da C&M Software, monitora o comportamento do usuário.
Como o cérebro humano
Baseado em redes neurais, o novo software traça um perfil das atividades mais comuns e emite alertas, em caso de comportamento fora do padrão do usuário. As redes neurais agrupam as atividades comuns do consumidor, analisam e prevêem transações fraudulentas, consideradas fora do comum.
Um exemplo: o consumidor faz um saque num terminal eletrônico em São Paulo e, 15 minutos depois, a rede neural registra uma transação do mesmo cartão no Rio de Janeiro. A ação, fora do padrão e considerada fraude, será barrada em tempo real.
“Diferente dos mecanismos comuns, baseados somente em regras de segurança, igual para todos os usuários, o Neural Monitor analisa o que chamamos de “DNA de fraude”, com alta eficiência”, afirma Roberto Vergilli, gerente de desenvolvimento da C&M Software.