Sindigás: consumidor sustenta fraudes no comércio irregular de botijões

Segundo sindicato, pirataria atinge 10% de botijões vendidos; saiba como identificar produtos e revendedores irregulares

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SÃO PAULO – De acordo com o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito do Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, o consumidor sustenta a pirataria na comercialização do gás, já que compra os botijões em lugares irregulares e ainda não verifica a idoneidade do produto.

Além disso, o presidente ainda afirmou, em entrevista à Infomoney, que existe uma falha por parte do poder público em não reagir diante do problema da pirataria de botijões de gás.

Pirataria

Na região metropolitana de São Paulo, cerca de 3% a 10% dos botijões comercializados são piratas. “Como é pirata, fica difícil saber a quantia exata, já que não há fiscalização para este problema”, disse Mello.

A estimativa que o Sindigás faz para este problema é de um número entre 200 mil a 600 mil botijões piratas.

Vendas irregulares

O maior problema da venda de botijões em lugares irregulares é a armazenagem inadequada, segundo Mello. Isso porque o produto pode ser bom (de acordo com as normas de segurança); entretanto, se ficar próximo a locais em que o vazamento do gás causaria alguma explosão (corrente elétrica, por exemplo), acidentes sérios podem acontecer.

Quem corre risco, com essa armazenagem irregular, é o vizinho do estabelecimento que vende o produto, o qual deve atentar à irregularidade e denunciá-la.

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As recomendações do presidente para o consumidor não ser conivente com a venda irregular de botijões de gás são: evitar comprar em lugares suspeitos, “como o bar na esquina da sua casa”; ligar para a empresa que vende o gás e perguntar sobre a localização das revendas autorizadas; pesquisar sempre as marcas e os locais em que vai comprar o produto.

Produtos irregulares

As pessoas compram o gás, entretanto, mudam de marca em busca de preços e prazos de entrega diferenciados. “Ao entregar o botijão na casa do consumidor, a marca concorrente é obrigada, por lei, a levar o produto que não pertence à sua empresa embora e devolvê-lo à outra empresa”, afirmou Mello.

É nesse momento que ocorre a fraude com o botijão. Isso porque algumas empresas pegam o botijão de outra marca, enchem com o gás sem atender às normas de segurança e o comercializam. Neste caso, o risco para o consumidor é maior, já que explosões podem acontecer dentro de casa.

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Para Mello, as pessoas podem evitar a compra de produtos piratas, identificando o lacre que é rompido na hora de utilizá-lo, o rótulo de instrução de segurança e a marca em alto relevo. Estes três itens devem ter a mesma marca impressa.

Fiscalização

Na opinião do presidente do Sindigás, como não existe nenhuma fiscalização quanto à pirataria de botijões de gás, o consumidor deveria contatar o Corpo de Bombeiros, já que a entidade tem como fazer inspeção e fechar o estabelecimento que coloca em risco a vida das pessoas que moram ao redor.

A Agência Nacional do Petróleo disponibiliza o número 0800-970-0267 para denúncias de lugares irregulares que vendem o produto. De acordo com o presidente do Sindigás, a agência não tem recursos para a fiscalização necessária, mas que deve repassar esta tarefa para outras entidades, como faz com o Corpo de Bombeiros em alguns municípios.