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SÃO PAULO – A criação do Fundo de Investimento em Infra-estrutura, que utilizará R$ 5 bilhões do saldo líquido do FGTS, continua causando polêmica. Às 15 horas desta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro, centrais sindicais se reunirão com o presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Marcelo Trindade, para discutir proteção nesse tipo de aplicação.
Participarão do encontro a Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Social Democracia Sindical (SDS), Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Membros da Bolsa de Valores de São Paulo também foram convidados.
Proteção
“Queremos negociar com a CVM uma proteção para o dinheiro do FGTS que o governo quer investir em infra-estrutura”, adiantou o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, por meio de nota.
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Segundo disse em recente entrevista à InfoMoney, a utilização de dinheiro dos trabalhadores para financiar obras públicas era um confisco, exatamente como o ex-presidente Fernando Collor de Melo havia feito anos trás.
“Vamos também apresentar uma proposta de criação de um fundão de investimento para aplicação em empresas consolidadas. O sucesso das aplicações em ações da Petrobras e Vale do Rio Doce é um bom exemplo a ser seguido”, finalizou.
Criação
O fundo de investimento foi criado por meio de medida provisória no final de janeiro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentaram o Plano para Aceleração do Crescimento (PAC).
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Com isso, ficou definido que os já mencionados recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) seriam direcionados a obras públicas de saneamento.
Reivindicações
Também foi sugerido que o trabalhador pudesse aplicar 10% de seu próprio saldo do FGTS nessa modalidade de investimento.
Centrais sindicais, então, reivindicaram alguns pontos: entre eles, a proteção do empregado que coimprasse cotas do fundo.
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Por isso, no último dia 13, Mantega afirmou à Força que os trabalhadores que investirem no fundo terão rentabilidade garantida. O ganho mínimo será contabilizado por meio de aplicações de Taxa Referencial (TR), mais juros de 3%.
Outro ponto pleiteado é a possibilidade de que outros 10% do saldo pessoal do FGTS da pessoa possam ser aplicados em bolsas de valores.