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SÃO PAULO – Bilhões de reais foram roubados por hackers no Brasil nos últimos anos, de milhares de maneiras possíveis – seja roubando-o via cartão de crédito, acessando os seus dados bancários por conta do seu computador ou levando-o a comprar “produtos falsos”. Para se proteger, geralmente basta ser cauteloso.
Como explica a Gisele Arantes, especialista em direito digital e sócia do Assis e Mendes, boa parte dos ataques parte de métodos “primitivos” e “comuns”, como a utilização de e-mails phising. “Os usuários já deveriam estar reagindo de forma muito mais cautelosa quanto a execução de arquivos e links de e-mails suspeitos”, diz.
E não são só as pessoas que tem menos afinidade com tecnologia que caem nestes golpes – eles foram os responsáveis por ataques à bancos – provocando danos imensos -, ao Itamaraty e até à Casa Branca. “Os funcionários ainda são mal orientados, desatentos e descuidados em relação a e-mails suspeitos, sendo a maior e mais fácil vulnerabilidade a ser explorada pelos hackers”, alerta.
Infelizmente, quando é o banco que é atacado – como foi o caso do US$ 1 bilhão roubado no último mês -, é difícil fazer alguma coisa. “É difícil falar sobre a melhor forma de se defender, já que, como visto, o problema maior neste caso foram os funcionários do banco, que executaram o arquivo suspeito”, diz Gisele.
Confira dicas da especialista:
– Não executar qualquer arquivo ou link recebido em e-mails suspeitos;
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– Quando receber, por e-mail, alguma promoção que te interessar, não execute o link que veio na mensagem. Acesse diretamente do seu navegador (digitando www.nomedaloja.com.br). Isso porque, caso aquele e-mail seja falso, ao deixar de executar o link, o usuário deixará de acessar a página falsa ou instalar algum malware;
– Não realizar transações bancárias de computadores públicos em hipótese alguma;
– Somente realizar pagamento de compras online a partir de computador ou celular pessoal/particular do comprador;
– Jamais fornecer dados pessoais por e-mail (ainda que seja para uma loja conhecida);
– Ficar muito atento à página do seu banco. Caso note qualquer mínima alteração (cor, logotipo, palavras), desconfie e não digite seus dados;
– Manter um antivírus de boa reputação e sempre atualizado em seu computador e celular.
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– Tomar cuidado com programas P2P (peer to peer – muito utilizados para baixar músicas), que esses programas, se mal configurados, podem, acidentalmente, compartilhar todos os arquivos pessoais que o usuário tenha no equipamento. Além disso, os arquivos disponíveis nestes programas, podem conter vírus.
– Lembrar que nenhum banco adota a política de envio de qualquer solicitação por e-mail, seja para transação bancária ou fornecimento de dados (senhas, número de cartão, de conta, etc);
– Evitar que terceiros utilizem seu computador pessoal, pois ao perder o controle sobre o que está sendo acessado, sua máquina pode ser infectada;
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– Adote senhas fortes (com letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos) e jamais utilize a mesma senha para vários serviços de internet, como e-mail, redes sociais, lojas online, etc. Isso porque, caso um desses serviços seja hackeado, o invasor não tomará o controle de todos os serviços que você utiliza.
– Mantenha sempre seus equipamentos bloqueados com senha (computadores, celulares, tablets, etc).
– Se utilizar serviço de nuvem, procure aderir a um programa de criptografia, para proteger suas informações mais sensíveis antes de armazená-los no provedor.
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– Em caso de fotos íntimas/comprometedoras, procure sempre protege-las com criptografia, mesmo para manter no computador.