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SÃO PAULO – Se você pensa que na penhora de jóias pagará apenas com o objeto, caso não pague o crédito, está muito enganado. Além desta garantia, o cliente ainda é submetido ao pagamento de outras taxas. Você sabe quais são elas?
De acordo com o diretor do Ibedec-SP (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), José Geraldo Tardin, além das taxas de juros cobradas nesta modalidade de crédito, ainda existem as tarifas, entre elas as a de abertura e renovação de crédito, a tarifa de risco e o seguro global. De acordo com Tardin, nenhum tipo de crédito é barato, por isso, o consumidor deve avaliar as melhores taxas do mercado.
Outros cuidados
O penhor, criado em 1861 e delegado exclusivamente à Caixa Econômica Federal em 1934, visa o acesso rápido ao crédito, sem a análise de cadastro ou exigência de avalista.
Para obter o empréstimo, o interessando não precisa ser correntista ou adquirir qualquer outro tipo de produto bancário. “Assim, o consumidor deve estar atento para a prática de venda casada, o que contraria o Código de Defesa do Consumidor”, afirma Tardin.
Veja, abaixo, outros cuidados e alertas dados por Tardin:
- O penhor não tem nenhum mistério: quanto mais rápido pagar, menores serão as taxas de juros;
- Para adquiri-lo, o consumidor não precisa estar com o nome limpo. Se tiver outra dívida, pense se realmente precisa do penhor;
- Se o consumidor não resgatar a jóia, o prejuízo pode ser grande, já que ela sempre tem valor superior ao avaliado;
- O crédito é limitado a 80% da avaliação da jóia;
- O consumidor deve estar atento porque, se não pagar o valor do penhor até o vencimento, o bem é leiloado;
- A avaliação da peça pode passar por uso de substância química ou método de raspagem, o que deixará marcas na peça.
Números
A linha de penhor da Caixa realizou empréstimos que totalizaram R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre, o que representa um avanço de 16,5% em relação ao mesmo período de 2007 (R$ 1,1 bilhão).
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O número de contratos ativos, nos três primeiros meses do ano, ultrapassa 2,3 milhões, com alta de 11,7%, se comparado com o mesmo período de 2007.
Para 2008, a CEF disponibilizou R$ 5,4 bilhões para as operações de penhor, montante que pode representar um crescimento no saldo de até 12,5% em relação a 2007. A expectativa para este ano é de 9,5 milhões de contratos.