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SÃO PAULO – Depois de inúmeras revisões nas projeções de crescimento do setor durante o ano passado, o setor segurador acabou fechando o ano com um faturamento de R$ 30,125 bilhões. A cifra reflete o faturamento total do setor, incluindo os seguros de saúde, que são acompanhados pela ANS (Agência Nacional de Saúde).
Crescimento em termos reais
Com isto a expansão em relação ao registrado no ano anterior foi de 19,1%, que apesar de bastante positiva, especialmente diante do fraco crescimento da economia, ficou abaixo da última previsão da Susep (Superintendência de Seguros Privados), divulgada no final de outubro. Na época a Susep apostava em um crescimento de 21% no faturamento anual, muito acima das previsões de janeiro de 2002, que sugeriam um crescimento de 15%.
Outro fator a ser destacado é o fato do setor também ter registrado crescimento em termos reais no faturamento, isto é, descontada a inflação no período. Com relação ao INPC que registrou alta de 14,74% em 2002 e o IPCA, cuja variação foi de 12,53% no mesmo período, o setor segurador obteve um crescimento real de 4,26% e de 6,57%, respectivamente.
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Carteira vida foi a que mais cresceu
O maior crescimento foi registrado na carteira de seguros de vida, que fechou o ano com um faturamento de R$ 7,157 bilhões, com uma expansão de 67,1% em relação ao faturamento do ano anterior. Por sua vez, o faturamento do setor automóvel cresceu apenas 3,1% para R$ 8,179 bilhões em 2002.
Por sua vez, as seguradoras de saúde tiveram um faturamento de R$ 6,274 bilhões, o que equivale a um crescimento de 4% em relação ao faturamento de 2001. Finalmente, o setor de seguros, capitalização e previdência complementar aberta registraram arrecadação total de R$ 42,076 bilhões, superando em 13% o faturamento do ano anterior.