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Setor de seguros discute combate à fraude

Segmento espera envolvimento da sociedade, incluindo aí os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, mercado, entidades e população em geral

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SÃO PAULO – Com o tema “Aspectos Técnicos e Jurídicos da Fraude em Seguros”, especialistas do setor estiveram reunidos na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), na última quinta-feira (7), para discussão do assunto. Na ocasião ficou constatada a necessidade de um envolvimento conjunto dos setores público, privado e sociedade neste combate.
Preocupação maior é quanto aos prejuízos

De acordo com Renato Campos, vice-presidente da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização), durante a abertura do evento, a federação contratou a consultoria AT Kearney pra diagnosticar as fraudes em seguros no Brasil.
A preocupação maior é quanto aos prejuízos que este tipo de ação pode causar. Por este motivo, a empresa desenvolve um plano de prevenção e redução da fraude.
Fraude deve ser vista como crime

Neste sentido, um dos palestrantes do evento, o especialista Bruno Laskowsky, vice-presidente da AT Kearney, falou sobre o Plano Integrado de Prevenção e Redução da Fraude em Seguros.
Para ele, é necessário observar alguns aspectos para que os resultados sejam positivos, entre eles o envolvimento de toda a sociedade, incluindo aí os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, mercado, entidades e população em geral.
Ainda de acordo com Kearney, a sociedade deve ser orientada quanto aos prejuízos causados pela fraude. Já os profissionais do setor devem ser preparados para este esclarecimento, enquanto o setor público deve estar comprometido para apoiar no que for necessário.
O especialista esclareceu ainda que em países como Canadá, Espanha, Estados Unidos, Austrália, França e Reino Unido a fraude é considerada um crime e, portanto, combatida com mais rigor.
Empresas preocupadas com a questão

Em sua exposição, Marcelo Blay, da Itaú Seguros, destacou que a prevenção e a redução da fraude pode contribuir para aumentar o número de segurados no Brasil e, em conseqüência, disso, o número de empregos no setor.
Já Marcus Vinicius, da SulAmerica Seguros, lembrou que hoje existem no País 22 milhões de carros circulando pelas ruas sem seguro, pois o custo do seguro ainda é elevado por conta da fraude.
O executivo afirmou ainda que, se a cada 1.000 sinistros fraudulentos pagos, pelo menos um pudesse ser comprovado como fraude ou combatido, já representaria um abatimento significativo nos custos do Plano que está sendo implementado pelo mercado.
Para Marcus Vinicius, este é o momento de conscientizar a sociedade de que a fraude é um crime. “Durante muito tempo as seguradoras tiveram uma atitude até de permissividade diante da fraude, mas agora esse comportamento já está mudando”, ressaltou.