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SÃO PAULO – Depois de divulgar o crescimento de 7,75% das receitas com seguros nos primeiros cinco meses do ano, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) voltou a aumentar as estimativas de crescimento para o setor em 2002, desta vez para 15,8%, o que elevaria as receitas do setor para R$ 22,3 bilhões.
Inicialmente a Susep apostava em um crescimento de 14,3%, mas acabou revendo esta projeção com base nas novas estimativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e do IPCA publicadas pelo Banco Central. Também contribuiu para o maior crescimento do setor o bom desempenho dos novos seguros resgatáveis, os VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), assim como do setor de seguro incêndio.
Vida e incêndio impulsionam crescimento
De acordo com dados da Susep, os ramos incêndio e vida foram responsáveis por dois terços do crescimento total do volume de vendas de seguros nos primeiros cinco meses do ano, que ficou em 14,01%, ou 7,75% se excluirmos os seguros saúde. Para se ter uma idéia do forte crescimento nestes dois ramos de seguros, a taxa de crescimento entre janeiro e maio deste ano ficou em 44% e 26%, respectivamente, para os seguros incêndio e vida.
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Desta forma, ao final de 2002, as receitas com seguro automóvel, que se mantém como a maior modalidade de seguro no país, devem alcançar R$ 8,487 bilhões, por sua vez, os seguros de vida devem atingir vendas de R$ 5,792 bilhões, já incluídos as receitas com os novos VGBLs, lançados em março deste ano.
Em seguida devem vir os seguros incêndios com receita de R$ 1,797 bilhão, dos seguros de acidentes pessoais (R$ 897 milhões), dos seguros transportes (R$ 615 milhões) e dos seguros de riscos diversos (R$ 436 milhões). A soma total das receitas das demais modalidades de seguros deve alcançar R$ 2,474 bilhões.