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Setor de seguros crescerá 12%; baixa renda pode impulsionar vendas

Em reais, até o final do ano devem ser movimentados R$ 82,5 bilhões entre proteção, previdência e capitalização

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SÃO PAULO – Consumidores estão cada vez mais preocupados em manter uma reserva de dinheiro e, também, em garantir a segurança de seu patrimônio. O mercado de seguros, previdência e capitalização crescerá 12% neste ano, atingindo R$ 82,5 bilhões. A informação é do presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguro Privado (Fenaseg), João Elísio Ferraz de Campos.

De acordo com o executivo, os números se referem a prêmios (valor pago pelo seguro) das apólices, contribuições de previdência aberta e receitas dos títulos de capitalização. Dentro do valor geral, o seguro de danos corresponderá a R$ 29,2 bilhões; o de saúde, R$ 10 bilhões; o de pessoas, R$ 35,7 bilhões. A capitalização deve ficar com R$ 7,5 bilhões.

Baixa renda

Conforme Campos, pesquisa do Ibope mostrou que 90% dos brasileiros consideram importante ter um seguro, mas apenas 30% possuem, de fato, uma contratação do tipo. Em sua avaliação, isso ocorre porque os consumidores não têm recursos para isso.

Dessa forma, uma proposta para a expansão do setor seria o mercado voltado para a baixa renda. Segundo Regina Lídia Giordano Simões, da Coordenação de Relações Internacionais da Superintendência de Seguros Privados (Susep), é possível pagar R$ 6 pela apólice de proteção vida e ter uma indenização de R$ 3 mil. Esse é o microsseguro, produto que já foi adotado por empresas brasileiras.

Conforme Regina, o público-alvo dos seguros populares, como chamou, são correntistas com renda inferior a três salários mínimos. As coberturas básicas são para morte natural e acidental.