Sete em cada dez consumidores limparam o nome no ano passado

Essa é a proporção de inserções e retiradas de nomes do serviço de proteção ao crédito. Em 96, eram cinco para cada dez

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SÃO PAULO – Em 1996, cinco em cada dez consumidores paulistanos conseguiram pagar as dívidas e “limpar o nome”. No ano passado, essa proporção foi de pouco mais de sete para cada dez consumidores. As informações foram dadas nesta quinta-feira (15) por Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo.

“Com as taxas de juro diminuindo – e principalmente sinalizando uma trajetória de queda – as empresas conseguem dar maiores prazos para os inadimplentes pagarem suas dívidas”, explicou. Em outras palavras, as pessoas continuam se endividando, só que agora têm maior facilidade de quitar o débito.

Livrando-se de pendências

Segundo Solimeo, no ano passado, cerca de 4,6 milhões de pessoas tiveram o nome inserido no serviço de proteção ao crédito. No mesmo período, aproximadamente 3,5 milhões conseguiram tirar o nome da mesma lista, gerando uma proporção aproximada de 75%.

Dezembro é historicamente o mês do ano quando os consumidores têm maior facilidade de se livrar das pendências financeiras. Em 2006, foram 350 mil inserções, contra 360 mil retiradas. “O motivo é o décimo terceiro: muitas pessoas usam esse dinheiro extra para pagar o que devem”, explicou.

Segurança

A tendência, adicionou o economista, é que essa recuperação do nome continue, apesar de possíveis oscilações na proporção.

“É importante entender que o Banco Central dá mais segurança à economia quando sinaliza uma tendência de queda do que quando corta efetivamente os juros”, explicou. Vale lembrar que na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa Selic foi cortada de 13% ao ano para 12,75% anuais.

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Veja, abaixo, a proporção de consumidores que conseguiram limpar o nome, dentro do universo daqueles que entraram em listas negativas de débito:

Ano Proporção
2006 75%
2005 78%
2004 80,3%
2003 88,6%
2002 69,7%
2001 61%
2000 67,3%
1996 50,7%

Fonte: ACSP