Serasa: índice de inadimplência do consumidor cai em janeiro

Estudo revela que ocorrência de dívidas não pagas foi 1,6% menor que em dezembro; empregos e salários em alta justificam queda

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SÃO PAULO – O índice de inadimplência dos consumidores brasileiros caiu 1,6% em janeiro, na comparação com dezembro, segundo pesquisa realizada mensalmente pela Serasa, divulgada nesta sexta-feira (18). Considerando-se os ajustes sazonais, esta queda chega a 3,3%.

De acordo com os organizadores do estudo, a retração da inadimplência no primeiro mês do ano é conseqüência do crescimento econômico verificado no País ao longo de 2004, com aumento de contratações e ligeira melhoria na massa salarial, sobretudo no segundo semestre.

Cartões de crédito assumem liderança da inadimplência

As dívidas não pagas às financeiras e administradoras de cartões de crédito alcançaram a maior representatividade no índice de inadimplência nacional pela primeira vez em toda a série histórica da pesquisa da Serasa. Em janeiro, a participação desta categoria foi de 35,2% do total de vencimentos não pagos, contra os 33,5% registrados no começo do ano passado.

Já os cheques sem fundos, tradicionais líderes da inadimplência, perderam peso na composição do índice e caíram para a segunda colocação, passando de 35,8%, em 2004, para 33,8% em janeiro deste ano.

A terceira maior representatividade na inadimplência do primeiro mês de 2005 coube às dívidas junto a bancos, que ficaram com 29,4% do total. Um ano antes, esta parcela era de 28,9%. Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, que mantêm uma participação de 2% há três anos.

Dívidas com bancos são as mais altas

O estudo da Serasa mostra também que as dívidas com bancos apresentam os maiores valores médios entre as modalidades de inadimplência: R$ 1.108,86. Na seqüência aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 672,23.

Em contrapartida, as formas mais freqüentes de inadimplência registram montantes menores de dívidas, com R$ 502,63 para cheques sem fundos e R$ 240,20 para dívidas com financeiras e administradoras de cartões de crédito.