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SÃO PAULO – A inadimplência entre os consumidores e empresas continua crescendo no acumulado do ano. De janeiro a setembro deste ano, sobre igual período em 2002, houve um aumento da ordem de 4,7%. No período anterior, entre 2002 e 2001, a elevação havia sido bem maior, de 20,6%. Os dados fazem parte do estudo Indicador Serasa de Inadimplência, divulgado pela entidade nesta terça-feira.
Nota-se, portanto, no estudo, que apesar de inadimplência ainda se manter em alta no acumulado do ano até setembro, houve uma expressiva queda no seu ritmo de crescimento, sobretudo se considerada uma base elevada na relação 2002/2001.
Cheques sem fundos em torno de R$ 683,77
Em termos de representatividade, os cheques sem fundos aparecem em primeiro lugar, apesar de terem registrado queda na participação em relação aos anos anteriores. No mês passado, os cheques devolvidos tinham 36% de participação no indicador. Em agosto de 2002, a participação era de 38%, e, em 2001, de 42%.
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Os cartões de crédito e financeiras estão em segundo lugar no que se refere à participação no indicador. Em setembro, eles representavam 31% do indicador; no ano passado, a representatividade era de 30%, superior à participação registrada em setembro de 2001, de 27%.
A terceira maior participação no indicador se refere aos registros no sistema financeiro, os bancos: 26% em setembro de 2003; 25% no mesmo mês em 2002; e 23% em setembro de 2001. Por último, os títulos protestados ficam com a menor participação no indicador, de 7% em 2003, mesma participação de 2002, e 8% em 2001.
O estudo indicou ainda os valores médios das anotações negativas em setembro referentes à inadimplência total, isto é, somada a inadimplência de pessoa física e jurídica: cheques sem fundos, R$ 683,77; títulos protestados, R$ 939,75; registros no sistema financeiro, R$ 1.970,60; e registros de outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), R$ 314,61.